Violência em Jerusalém é inerente ao apartheid de Israel e pode levar a uma guerra religiosa, diz Governo Palestino
Agressões de Israel contra população palestina de Jerusalém e fiéis cristãos tiveram escalada nas últimas semanas
Em nota difundida à imprensa por seu Ministério de Relações Exteriores, o Governo Palestino condenou as ações violentas e “deliberadas” de Israel em Jerusalém, nas últimas semanas, e pediu “proteção (internacional) aos peregrinos cristãos e aos fiéis palestinos”.
De acordo com a autoridade palestina, a violência em Jerusalém, que já provocou mortes, centenas de feridos e outras centenas de palestinos ilegalmente detidos, resulta das provocações, discriminação e ações punitivas das forças israelense de ocupação aos palestinos e aos peregrinos.
A nota diz, ainda, que estas ações e seus resultados, que podem levar, até mesmo, a uma desejada (por Israel) “guerra religiosa”, são “inerentes à lei e à prática do seu regime de apartheid”.
Segue a íntegra do comunicado:
“Comunicado à imprensa
Ministério das Relações Exteriores e Expatriados
do Estado da Palestina
21 de abril de 2022
O Estado da Palestina adverte sobre a contínua agressão de Israel contra lugares sagrados e seus fiéis cristãos e muçulmanos em Jerusalém. O Estado da Palestina rejeita, nos termos mais enérgicos, a decisão ilegítima de impor restrições punitivas à entrada de peregrinos e adoradores cristãos para a Igreja do Santo Sepulcro durante a Páscoa ortodoxa.
O Estado da Palestina também considera Israel, a potência ocupante, totalmente responsável pelas agressões e provocações extremas que terão consequências de longo prazo para a paz e a segurança regional e internacional.
Israel, a potência ocupante, não está empenhado, como afirma falsamente, em levar a calma a Jerusalém ou em garantir a liberdade de culto para todos. Até hoje, Israel continua a violar suas obrigações, não encerrando sua ocupação ilegal, nem o conflito religioso ou a discriminação, inerentes à lei e à prática do seu regime de apartheid.
Nas últimas semanas o mundo testemunhou a militarização de Israel em cerimônias religiosas de cristãos e muçulmanos, a imposição de medidas discriminatórias e punitivas e a violência brutal infligida aos fiéis palestinos, tudo ao mesmo tempo em que protegem e escoltam colonos judeus em suas incursões provocativas.
A potência ocupante está violando o Status Quo, apagando séculos de herança cristã e de tradições palestinas. A potência ocupante está deliberadamente provocando adoradores cristãos e muçulmanos e ameaçando com uma guerra religiosa.
Nesse sentido, o Estado da Palestina agradece a decisão do Patriarca Ortodoxo de Jerusalém de rechaçar as manipulações israelenses do status quo e pede à comunidade internacional que forneça proteção aos peregrinos cristãos e aos fiéis palestinos.
O Estado da Palestina também exorta a comunidade internacional a agir com urgência, coletiva e individualmente, para implementar as resoluções pertinentes das Nações Unidas e defender os direitos legais e históricos e o caráter e status especial da cidade de Jerusalém.”
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