Do rompimento com a instrumentalização do holocausto euro-judeu à ruptura com “israel”
Nota pública da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal)
Presidente Lula discursa nas Nações Unidas. (Foto: United Nations)
A decisão histórica do governo brasileiro em se retirar da criminosa “Aliança Internacional para a Memória do Holocausto” (sic), braço do sionismo criado para sequestrar a memória do holocausto euro-judeu pelos nazistas e instrumentá-la a serviço do projeto colonial e genocidário de “israel” na Palestina, merece ser celebrada e classificada pelo que é: a correta rejeição do Brasil à tentativa inculta de profanar a história das vítimas do nazismo na Europa – e não na Palestina! – para “legitimar” o empilhar de cadáveres palestinos nesta que é a maior orgia genocidária da história humana, em curso há 658 dias, o Holocausto Palestino.
Considerando que a imprensa comercial (quase) brasileira é “incapaz” de oferecer à sociedade brasileira algo além de propaganda sionista racista, genocida e vulgar, cabe a essa Federação relembrar do que se trata a “Aliança Internacional para a Memória do Holocausto” (IHRA) e como ela é utilizada a serviço do extermínio de palestinos.
O Brasil ingressou como membro-observador da infame “Aliança Internacional para a Memória do Holocausto” em 2021, durante o governo do agora réu por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro, atualmente fortemente empenhado em fazer os EUA sobretaxar produtos brasileiros. A definição da “Aliança Internacional para a Memória do Holocausto”, adotada em 26 de maio de 2016, apresenta um novo conceito de “antissemitismo”, sobrepondo e distorcendo antijudaímo e antissionismo, com o objetivo de blindar “israel” de críticas, legitimar as políticas racistas, supremacistas, genocidas, coloniais e de apartheid sionistas contra o povo palestino e, não menos importante, perseguir e criminalizar aqueles que ousam denunciar o Holocausto Palestino – inclusive os de fé religiosa e cultura judaica.
Enquanto “israel” extermina palestinos em Gaza, os lobistas sionistas no Brasil se movimentaram para “passar a boiada” e impor a adoção da definição de “antissemitismo” da “Aliança Internacional para a Memória do Holocausto” em estados e municípios brasileiros nos últimos dois anos. Em 2025, a cartada final: o PL 472/25, apresentado pelo genocida da pandemia no Brasil, deputado Eduardo Pazuello. Trata-se do infame PL da Mordaça Sionista.
Você não precisa se limitar ao que diz esta FEPAL. Tão depravada, grosseira e criminosa é a tentativa sionista de criminalizar a causa palestina e silenciar no Brasil os críticos do projeto genocidário e colonial que atende pelo nome de “israel”, o Conselho Nacional de Direitos Humanos pediu, em nota técnica, o arquivamento imediato do PL da mordaça sionista por ser inconstitucional e violar a liberdade de expressão. Nas palavras do próprio Conselho Nacional de Direitos Humanos, a definição da IHRA “introduz conceitos distorcidos de antissemitismo e, por consequência, de crime de racismo, oriundos exclusivamente de instituição estrangeira”, para “instrumentalizar o antissemitismo para perseguir e condenar quem se manifesta contrário à política do Estado de Israel”. Ainda segundo o órgão, “a definição de antissemitismo proposta pela IHRA […] já tem sido instrumento para perseguições a estudantes, políticos e intelectuais em países que a adotaram, servindo mais para intimidação dos que não concordam com as violações em Gaza do que para proteger cidadãos judeus.”
Para ilustrar o quão indecente, desavergonhada e aberrante é tal definição, seriam considerados “antissemitas” e criminalizados nos termos da IHRA, apenas para citar alguns exemplos: Anistia Internacional, Médicos Sem Fronteiras, Human Rights Watch, o Papa Francisco, o Papa Leão XIV, Cruz Vermelha, o secretário-geral da ONU – ou melhor, praticamente todos os relatores e diretores das Nações Unidas –, o falecido Nelson Mandela, os juízes da Corte Internacional de Justiça, todo o contingente de judeus e israelenses que denunciam a matança de palestinos, o redator desta nota e, provavelmente, você que está lendo, para não falar do presidente Lula.
Sequestrar a legitimidade do holocausto euro-judeu para impor uma ditadura global de silenciamento, perseguição contra as pessoas que têm a decência de denunciar os crimes de “israel” contra o povo palestino no Holocausto Palestino é apenas mais uma das indecentes ações dos degenerados sionistas, aparentemente não satisfeitos em promover a maior matança de homens, mulheres e crianças que a humanidade já testemunhou no primeiro genocídio transmitido em tempo real da história.
Por fim, essa Federação celebra a decisão do governo brasileiro de se retirar da “Aliança Internacional para a Memória do Holocausto”, rejeitando a intimidação sionista e a tentativa de tornar o Estado e a sociedade brasileira reféns dos interesses de “israel” e EUA, os maiores assassinos da história humana, bem como a decisão do Brasil de aderir à ação da África do Sul contra “israel” por genocídio na Corte Internacional de Justiça.
Resta apenas um passo civilizatório final, pois passou da hora de o Brasil romper com “israel”.
Palestina Livre a Partir do Brasil, 25 de julho de 2025, 78º ano da Nakba.
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