Vídeo mostra soldados israelenses executando palestino rendido, após matarem a tiros seu irmão já ferido
“Vi o soldado atirar na cabeça dele”, relatou um fotógrafo que presenciou o episódio sob fogo intenso.
Khaled e Nidal ‘Amirah deitados no chão. (Foto: Wahaj Bani Moufleh, ActiveStills)
A ONG humanitária israelense B’Tselem (Centro de Informação Israelense sobre Direitos Humanos nos Territórios Ocupados) obteve, esta semana, filmagens que mostram um crime bárbaro (dentre muitos em décadas de ocupação, sobretudo em dois anos de genocídio em Gaza) cometido pelas tropas israelenses contra o povo palestino.
Na madrugada de 10 de junho de 2025, por volta de 1h, forças militares israelenses – incluindo Exército, Polícia de Fronteira e Shin Bet – iniciaram uma operação na Cidade Antiga de Nablus. Casas foram invadidas, dezenas de moradores foram detidos para interrogatório, e parte da população deixou o bairro temendo confrontos. Ao meio-dia, equipes de paramédicos entraram na área para auxiliar famílias que tentavam evacuar, acompanhadas por jornalistas que registravam a movimentação.
Pouco depois das 13h, quatro jovens da família Qotub foram detidos em um beco próximo ao estacionamento de Tulkarm, enquanto parentes eram escoltados para fora da área. Testemunhas relataram que os soldados ordenaram que os quatro ficassem ajoelhados contra a parede, com as mãos levantadas. O fotógrafo Muhammad Sayeh disse ter visto os militares impedirem qualquer filmagem, afirmando: “Eles nos disseram que não podíamos gravar e mandaram desligar as câmeras.”
Nesse momento, os irmãos Nidal ‘Amirah, 40 anos, e Khaled ‘Amirah, 35, chegaram ao local para ajudar outra família a sair do bairro. Vídeos registrados por jornalistas mostram Nidal, vestindo camisa branca, caminhando lentamente em direção aos soldados com as mãos vazias erguidas. Segundo testemunhas, ele atendeu à ordem de levantar a camisa, mas recusou-se a abaixar as calças quando um soldado exigiu. Sayeh relatou: “Vi o homem levantar a camisa e, em seguida, os soldados começaram a espancá-lo.”
Enquanto Nidal era agredido, Khaled, vestido de preto, avançou na direção dos militares junto a paramédicos que tentavam intervir. De acordo com as imagens, um soldado apontou a arma para o grupo, e logo em seguida foram disparados vários tiros. Fragmentos atingiram um fotógrafo e um paramédico. O paramédico Hamzah Abu Hajar afirmou: “Uma bala bateu na parede ao meu lado e estilhaços feriram Hassan ‘Ayad.”
Soldados arrastaram Khaled para o beco onde estavam os jovens Qotub detidos. Testemunhas disseram que os militares tentaram imobilizá-lo, enquanto um soldado o sufocava. Tiros foram ouvidos dentro do beco. A seguir, Nidal também foi levado para a área, ainda lutando contra as agressões. Uma rajada intensa de disparos levantou uma nuvem de poeira. A reconstrução forense indica que Nidal foi atingido na perna e passou a mancar, tentando se afastar. No entanto, sua rota de fuga estava bloqueada. Um soldado disparou à curta distância contra suas costas, derrubando-o.
Segundo depoimentos, o mesmo soldado se aproximou do ponto onde Khaled estava imobilizado e efetuou um tiro à queima-roupa na cabeça do palestino. Sayeh afirmou: “Depois ouvi mais seis ou sete tiros e o vi cair no chão. Gritei: ‘Eles o mataram’.”
Paramédicos da equipe do Crescente Vermelho tentaram avançar para socorrer os irmãos, mas foram impedidos sob mira de armas. O material audiovisual indica que Nidal ainda apresentava sinais de vida neste momento. Minutos depois, reforços militares chegaram e dispersaram jornalistas e socorristas com tiros reais e granadas de efeito moral.
Após a expulsão das equipes médicas e da imprensa, os quatro detidos da família Qotub foram agredidos dentro de uma loja de roupas para onde foram levados com as mãos amarradas e os rostos cobertos. Mu’tasem Qotub relatou ter sentido um fuzil pressionado contra a parte posterior da cabeça, dizendo: “Recitei a shahadatein porque achei que iam me matar.” Dois dos detidos foram posteriormente diagnosticados com fraturas nas costelas.
A operação militar na Cidade Antiga durou cerca de 30 horas e incluiu a entrada em centenas de residências e a prisão de aproximadamente dez palestinos. Em comunicado, o exército israelense afirmou que “dois terroristas tentaram arrancar a arma de um dos combatentes”, levando à reação que resultou na morte de ambos. Reconstruções forenses e depoimentos coletados por organizações de direitos humanos contradizem essa versão, apontando que os irmãos estavam desarmados, foram agredidos e estavam imobilizados quando receberam os tiros fatais.
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