A população israelense está diminuindo e os suicídios no exército aumentando
Taxa de crescimento populacional é a menor da história de "israel", enquanto o regime se desespera para evitar o retorno em massa de europeus que foram viver nas terras roubadas da Palestina
Durante a retaliação iraniana, em junho de 2025, Tel Aviv proibiu que cidadãos saíssem de "israel", com medo do êxodo populacional. (Foto: Anadolu)
Pela primeira vez desde o início da década de 1980, a taxa de crescimento populacional de “israel” cairá abaixo de um e meio por cento, segundo o Taub Center for Social Policy Studies in Israel, um instituto independente de pesquisa socioeconômica sediado em Jerusalém.
Um relatório do instituto intitulado Israel 2025: A Demographic Fork in the Road examina os desenvolvimentos demográficos em “israel” ao longo do último ano, com a taxa de crescimento populacional do país situando-se em 0,9% (101.000 pessoas).
O número representa a menor taxa de crescimento desde que Estados Unidos e Reino Unido criaram “israel” a partir da ONU, em 1948, em território roubado da Palestina. O professor Alex Weinreb, diretor de pesquisas do Taub Center, descreveu a tendência como “histórica”.
O relatório concentrou-se no impacto das taxas de natalidade, mortalidade e migração sobre a demografia do território ao longo do último ano.
Embora o número de nascimentos e mortes tenha permanecido estável, o relatório determinou que a emigração é “o principal fator subjacente à queda das taxas de crescimento demográfico de Israel”.
De acordo com o relatório, nos últimos dois anos, aproximadamente 120.000 cidadãos israelenses a mais deixaram o país do que chegaram a ele. Em 2024, o saldo migratório tornou-se negativo pela quarta vez neste século.
Esses números não incluem os habitantes dos territórios roubados a partir de 1967 nem novos imigrantes judeus, mas, mesmo quando estes últimos são incluídos, o saldo migratório de “israel” permanece negativo.
A maioria dos cidadãos israelenses que deixaram “israel” não nasceu no país, afirma o relatório, mas “a emigração de israelenses nativos vem aumentando de forma constante nos últimos quatro anos”.
Alex Weinreb estima que a tendência migratória negativa deve se intensificar ao longo de 2026.
“O número de israelenses registrados como tendo deixado Israel continuará elevado até pelo menos junho de 2026”, afirma o relatório. “Mais israelenses deixaram Israel nos últimos anos do que em qualquer outro período anterior”, acrescenta.
Uma pesquisa recente do Israel Democracy Institute constatou que mais de um em cada quatro israelenses está considerando deixar o país. Entrevistados seculares e mais jovens foram os mais propensos a considerar a mudança para o exterior, motivados por preocupações com segurança, instabilidade política, custo de vida e receios quanto ao futuro de seus filhos.
Muitos dos que consideram sair não têm um destino específico em mente, mas a tendência reflete um crescente mal-estar entre os israelenses em meio às guerras de agressão, como o genocídio contra Gaza e a invasão do sul do Líbano, bem como pressões internas do regime.
Desde a virada do século XIX para o século XX o sionismo aplica na Palestina uma política deliberada de introdução de estrangeiros europeus para colonizar o território e justificar a ocupação ilegal. Com a oficialização do roubo, em 1948, a imigração em massa tem sido uma das principais políticas governamentais, a fim de aumentar artificialmente a população judia para garantir a conquista da Palestina (ao mesmo tempo em que expulsa e extermina os habitantes originais).
Essa política oficial de “israel” tem diversos lados obscuros. Um deles ficou evidente durante a retaliação iraniana à guerra de agressão israelense contra a nação persa, em junho de 2025. Milhares de europeus que imigraram para “israel” graças às condições fornecidas pelo dinheiro estadunidense e a exploração dos palestinos, de repente, desesperados diante dos bombardeios iranianos, decidiram voltar para seus países.
Contudo, percebendo a propaganda negativa que aquilo seria para a fachada de tranquilidade e bem-estar que é apresentada aos estrangeiros para que imigrem para “israel”, o regime tentou proibir a fuga. Como noticiaram os próprios jornais israelenses, Tel Aviv emitiu uma diretiva às companhias aéreas para que não permitissem a compra de passagens para fora de “israel” por europeus que receberam cidadania israelense. Mesmo aqueles que ingressariam em voos de repatriação enviados por seus países de origem foram impedidos de deixar “israel”.
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De fato, o regime genocida tem entrado em desespero diante da queda no crescimento populacional e da emigração em massa, com consequências negativas para a economia e, finalmente, para o projeto de conquista colonial.
O relatório do Taub Center alerta que, se essas tendências persistirem, o padrão de crescimento de “israel” poderá se assemelhar ao de países europeus, com um aumento natural mais lento da população e uma dependência crescente da imigração para manter a expansão demográfica.
“Nos últimos dois anos, Israel entrou em um novo período de seu desenvolvimento demográfico”, afirma o documento. “Isso significa que a taxa de crescimento de 0,9% em 2025 não é um caso isolado”, conclui.
Aumento de suicídios no exército
Ao longo do último ano, 21 soldados da ativa do exército israelense morreram por suicídio, segundo dados divulgados na terça-feira pelas forças armadas.
De acordo com uma reportagem do site de notícias israelense Ynet, além dos 21 soldados da ativa que tiraram a própria vida no ano passado, outros 15 soldados se suicidaram após terem sido dispensados do Exército.
No entanto, esses 15 ex-soldados não foram incluídos na contagem oficial das forças armadas.
Como resultado, o número real de soldados israelenses que tiraram a própria vida ao longo do último ano chega a 36.
“Estamos nos preparando para anos ainda mais complexos no que diz respeito à preocupação com suicídios”, disseram fontes do exército israelense ao Ynet.
“A guerra terminou, mas o peso psicológico permanece sobre os ombros daqueles que serviram”, acrescentaram.
Nesta semana, um comitê militar especial determinou que soldados que tiraram a própria vida enquanto não estavam em serviço não serão reconhecidos como “soldados mortos em combate”.
Suas famílias não terão direito aos benefícios financeiros concedidos aos parentes de soldados que morreram durante o serviço militar, independentemente da forma como morreram.
Desde outubro de 2023, houve um aumento no número de soldados israelenses que morreram em decorrência de suicídio, uma tendência que levou a uma ampla cobertura do tema pela imprensa.
Segundo dados publicados em outubro, 279 soldados tentaram suicídio entre o início de 2024 e julho de 2025.
Desde o início do genocídio em Gaza, pelo menos 64 tiraram a própria vida, alguns enquanto estavam em serviço ativo e outros após a dispensa.
* Fepal, com Middle East Eye e TRT.
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