Bombardeios de “israel” que violaram cessar-fogo foram o maior infanticídio deste genocídio
Até o momento, 104 vítimas fatais foram computadas; 44% são crianças
O palestino Mahmud Shakshek chora sobre os corpos de seus filhos, Fadi (à direita) e Sarah, que foram mortos em ataques israelenses durante a noite, no Hospital Al-Shifa, na Cidade de Gaza, em 29 de outubro de 2025 (AFP/Omar al-Qattaa).
Os bombardeios realizados pelo regime genocida de “israel” entre a noite de ontem e a madrugada de hoje deixaram, até o momento, 104 pessoas mortas em Gaza. Desse total, 46 vítimas fatais são crianças.
Tais ataques violaram o cessar-fogo estabelecido no dia 10 de outubro. Como pretexto para reiniciar a carnificina, “israel” acusou o Hamas de ter violado o cessar-fogo, citando um suposto ataque contra tropas invasoras em Rafah nessa terça-feira, que deixou um soldado morto, e atrasos na entrega dos corpos de prisioneiros mortos. Não há evidências, contudo, de nenhum ataque deliberado do Hamas contra soldados israelenses.
Em termos percentuais, esses bombardeios significam o maior infanticídio cometido por “israel” em Gaza desde o início do genocídio, em 7 de outubro. As crianças mortas nos ataques representam 44,23% dos mortos.
No dia 18 de março deste ano, uma série de bombardeios de “israel” (que, assim como desta vez, também violaram o cessar-fogo) havia deixado um saldo de 414 mortos, sendo 174 crianças. O número é maior do que o de hoje, mas as crianças mortas correspondiam a 42,03% do total de mortos.
Nos primeiros dias de genocídio, também foi reportado um número elevadíssimo de crianças mortas entre as vítimas fatais em Gaza. Até o dia 12 de outubro de 2023, haviam sido assassinadas por “israel” 1.417 pessoas, das quais 447 eram crianças (31,6%).
Já considerando as vítimas dos bombardeios israelenses desta madrugada, o número de palestinos exterminados no genocídio chegou a 80.792 (contando os 11,2 mil desaparecidos sob escombros). Desse total, 22.882 são crianças (levando em conta as 4 mil desaparecidos sob escombros).
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De acordo com o boletim diário da Fepal, em dois anos de genocídio “israel” matou 10.306 crianças por milhão de habitante em Gaza, o que é mais do triplo do número total de crianças mortas nos seis anos que durou a Segunda Guerra Mundial.
Os novos bombardeios
O Ministério da Saúde informou que os ataques renovados de “israel” também deixaram 253 pessoas feridas, incluindo 78 crianças e 84 mulheres.
“Esses massacres estão sendo realizados diante dos mediadores e da comunidade internacional, que permanece em silêncio e incapaz de tomar quaisquer medidas concretas para deter o derramamento de sangue palestino que já dura mais de dois anos”, disse o porta-voz da Defesa Civil, Mahmoud Basal.
Os ataques israelenses atingiram casas, tendas que abrigavam civis deslocados, um veículo, um abrigo e um hospital dentro da chamada “linha amarela”, informaram médicos à agência Anadolu.
A “linha amarela” refere-se à zona para a qual as forças israelenses recuaram sob o acordo de cessar-fogo. Trata-se de uma divisão não física que atravessa a Faixa de Gaza, separando o território palestino ao meio — ao sul da Cidade de Gaza e ao norte de Khan Younis.
No norte de Gaza, o exército israelense atacou uma escola transformada em abrigo em uma área de Beit Lahia, matando três civis e ferindo outros.
As forças de ocupação também bombardearam duas casas no bairro de Al-Nasr e no campo de refugiados de Shati, na parte oeste da Cidade de Gaza, deixando oito pessoas mortas.
O corpo de uma jovem palestina foi retirado dos escombros de uma casa no bairro de Sabra, elevando para cinco o número de civis mortos no ataque.
Na manhã desta quarta-feira, um novo bombardeio israelense atingiu uma mesquita que abrigava deslocados no bairro de Sabra, segundo testemunhas relataram à Anadolu.
Duas pessoas foram mortas e dez ficaram feridas no bairro de Zeitoun, na Cidade de Gaza, e várias outras continuam desaparecidas sob os escombros de uma casa atingida pelos ataques israelenses. Diversos civis também ficaram feridos em outro ataque ao sudoeste do mesmo bairro.
Uma mãe palestina e seu filho foram mortos pelo exército israelense no bairro de Tel al-Hawa, na Cidade de Gaza.
Na região central da Faixa de Gaza, quatro pessoas perderam a vida depois que um bombardeio israelense atingiu sua tenda em Deir al-Balah.
Nas partes meridionais da cidade, dois civis morreram e vários outros ficaram feridos por ação do exército israelense.
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Seis pessoas morreram e muitas outras ficaram feridas quando aviões israelenses bombardearam uma escola transformada em abrigo e uma casa no campo de refugiados de Bureij.
Outras cinco pessoas também foram mortas em ataques que atingiram várias casas no campo de refugiados de Nuseirat.
Em um ataque semelhante, nove pessoas — quatro delas crianças — foram mortas, e outras nove ficaram desaparecidas sob os escombros de uma casa atingida pelo exército israelense no campo de Nuseirat.
Oito pessoas, incluindo três crianças, foram mortas pelo fogo israelense contra tendas que abrigavam civis deslocados na área de Al-Mawasi, a oeste de Khan Younis, no sul de Gaza.
Fontes médicas disseram que o número de mortos deve aumentar, já que várias pessoas sofreram ferimentos graves e as buscas continuam por desaparecidos sob os escombros das casas destruídas.
Os brutais ataques israelenses ocorreram em violação ao acordo de cessar-fogo que entrou em vigor em 10 de outubro, sob o plano de 20 pontos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A primeira fase do acordo inclui a libertação de israelenses apreendidos em troca de quase 2.000 palestinos sequestrados e feitos prisioneiros nos campos de tortura israelenses. O plano também prevê a reconstrução de Gaza e o estabelecimento de um novo mecanismo de governo.
Os dados do Ministério da Saúde mostram que, desde que o cessar-fogo entrou em vigor em 10 de outubro, pelo menos 211 pessoas foram mortas e outras 597 ficaram feridas em ataques israelenses.
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