Irã tem o direito de se defender do consórcio genocida EUA-“israel”

Nota pública da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal)

13/06/2025

Escombros de um dos ataques sionistas ao Irã, na madrugada desta sexta (13)

Os ataques ilegais e assassinos de “israel” ao Irã, que ocorrem enquanto a Palestina vive o maior genocídio de todos os tempos, merecem a mais veemente condenação de todos os que desejam um mundo seguro para todos os povos e nações, respeito ao Direito Internacional e aos Direitos Humanos e que rejeitam o gangsterismo do regime sionista e sua aventura irresponsável que pode levar a um desastre nuclear de proporções apocalípticas.

Os ataques desta manhã no Irã, que vitimaram responsáveis militares, cientistas e acadêmicos, com suas famílias, são ainda mais deploráveis por ocorrerem enquanto o país mantinha conversações políticas e diplomáticas acerca de seu programa nuclear pacífico com os EUA, donos de “israel” e responsáveis maiores pelo extermínio em curso em Gaza. Nunca uma nação resvalou tanto para o esgoto das relações internacionais quanto os EUA na atualidade. O sistema internacional e suas organizações têm hoje quase que a mesma serventia que à época da 2ª Guerra Mundial, incapazes de parar a Alemanha Nazista de hoje, os EUA, e seu kapo de plantão, o regime de apartheid e genocida de “israel”.

Os EUA e “israel” atacaram um país que comprovadamente não tem armas nucleares nem as desenvolve. Curiosamente, os EUA são o único país da história que fez uso de bombas atômicas, ao término da 2ª Guerra, contra o Japão já derrotado, e “israel” é um dos pouquíssimos países da atualidade não signatários do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares e da Convenção Sobre Proibição de Armas Químicas – 189 integram o tratado e a convenção –, razão pela qual inspeções em seus arsenais pelas organizações responsáveis por suas detecções e eliminações não podem ser feitas. Detalhe: o Irã se submete a estes regimes regulares de inspeção e nenhum relatório desses órgãos apontou presença destas armas no país. Como, então, ser atacado sob o pretexto de armas nucleares e, pior ainda, por dois regimes gângsteres quando o assunto é armamento de destruição em massa?

Importante frisar que os ataques de “israel” e EUA ao Irã são imotivados, porque nunca provocados pela nação iraniana, país que não inicia uma guerra há mais de 200 anos. Trata-se de ataque que afronta o Direito Internacional, especialmente a Carta das Nações Unidas, que protege a soberania de todos os seus membros. Nenhum estado membro da ONU pode ser atacado, senão quando a própria organização, por meio de seu Conselho de Segurança, o determine ou, ainda, quando excepcionalmente o estado atacado deu início à guerra. Nem de longe é o caso para ambas as excepcionalidades.

É preciso afirmar, ainda, que à luz deste crime, já antes cometido pelos EUA em muitas partes do mundo, como no Vietnã e no Iraque, na Síria e na Líbia, para fixar em poucos exemplos, o Irã tem o legítimo direito, legal e moral, de reagir em defesa de sua soberania nacional e de seu povo. Trata-se do direito inalienável de autodefesa, diretamente garantidor de outro direito inalienável, o de autodeterminação dos povos.

Por fim, a Comunidade Internacional precisa encerrar sua cumplicidade com o consórcio do extermínio de palestinos, os gângsteres de Tel Aviv e Washington, promotores do Holocausto Palestino em Gaza, a maior depravação genocida da história, e reagir para impedir que as armas e as agressões aos povos suplantem o Direito Internacional e a soberania dos povos. EUA e “israel”, os novos perigos à existência humana, mais perigosos que o nazismo porque nucleares, precisam ser parados.

Palestina Livre a partir do Brasil, 13 de junho de 2025, 78° ano da Nakba.

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