Maioria dos brasileiros é contrária a “israel”; apenas 4% são “muito favoráveis”

Visão negativa sobre o “estado” terrorista no Brasil é quase o dobro da visão positiva, segundo levantamento de instituto internacional

19/06/2025

No último domingo (15), dezenas de manifestações contra o "estado" terrorista de "israel" ocorreram pelo Brasil, levando dezenas de milhares de pessoas às ruas

Pesquisa realizada pelo renomado instituto de pesquisa de opinião Pew Research Center, dos Estados Unidos, e publicada no último dia 3, revela que a maioria da população brasileira tem uma visão negativa sobre “israel”. De acordo com o estudo, esse índice é de 58%, tendo 44% uma visão “um pouco desfavorável” e 14% uma visão “muito desfavorável” sobre a entidade sionista.

Já os brasileiros com uma visão “um pouco favorável” representam 28% dos consultados e os que expressam uma visão “muito favorável” são apenas 4%3,5 vezes menos do que os com visão “muito desfavorável”. Ao todo, 32% dos brasileiros disseram ter uma visão positiva sobre “israel”, quase metade daqueles que têm uma visão negativa.

Para cada brasileiro “muito favorável”, há 3,5 brasileiros “muito desfavoráveis” a “israel”

 

Os pesquisadores colheram as entrevistas no Brasil pessoalmente, entre 8 de janeiro e 26 de abril deste ano. Ao todo, foram entrevistados 28.333 adultos em 24 países. A percepção negativa sobre “israel” no Brasil, majoritária como demonstrado na pesquisa, está próxima à média global, que é de 62%.

A visão negativa sobre “israel” prevalece em 21 dos 24 países pesquisados, incluindo nos países cujos regimes são os amos e promotores de “israel” e do genocídio que ele vem cometendo em Gaza desde o 7 de outubro de 2023, com quase 68 mil exterminados. Apenas na Índia, Nigéria e Quênia há mais pessoas com uma visão positiva do que negativa sobre o regime genocida israelense.

Pior avaliação nos EUA em 36 anos

Nos próprios Estados Unidos, 53% dos cidadãos disseram-se desfavoráveis a “israel” ao serem perguntados pelos pesquisadores do Pew Research Center. A qualidade dessa visão desfavorável também é expressiva do repúdio ao genocídio: 19% dos entrevistados têm uma visão “muito desfavorável” de “israel”, maior do que os apenas 13% com uma visão “muito favorável”. Isso, apesar do gigantesco lobby sionista, que domina a política bipartidária estadunidense, as instituições ditas “democráticas”, os meios de comunicação e os negócios. Apenas para o ciclo eleitoral de 2023-2024, o American Israel Public Affairs Committee (AIPAC), a principal organização do lobby sionista no mundo, distribuiu 127 milhões de dólares a campanhas eleitorais, especialmente de congressistas e candidatos à presidência dos EUA.

Um levantamento divulgado em janeiro pelo Institute of Middle East Understanding, em parceria com o YouGov, indicou que o apoio do governo Joe Biden ao genocídio de “israel” contra os palestinos foi o principal motivo pelo qual ⅓ de seus eleitores rejeitaram votar em Kamala Harris nas eleições do final de 2024, levando à derrota dos democratas para o republicano Donald Trump.

A descoberta do Pew Research Center também corrobora e amplia os resultados obtidos em março deste ano pela pesquisa anual de Assuntos Mundiais da Gallup. Segundo ela, até fevereiro 54% dos estadunidenses tinham uma visão positiva sobre “israel”, o índice mais baixo desde o ano 2000. A nova pesquisa do Pew, que aponta apenas 45% de visão favorável a “israel” nos EUA, iguala, assim, o índice da Gallup de 1989.

 

Há 36 anos a opinião dos estadunidenses sobre “israel” não era tão negativa

 

No Canadá, por sua vez, o repúdio a “israel” é tão grande que 33% dos entrevistados disseram ter uma visão “muito desfavorável” do “estado” terrorista, mesmo percentual do total de visões favoráveis. Ao todo, 60% dos canadenses se disseram desfavoráveis a “israel”. A visão negativa é ainda maior no México (61%), onde há muito mais visões “muito desfavoráveis” (32%) do que o total de visões favoráveis (24%) – são oito pessoas “muito desfavoráveis” para cada “muito favorável” a “israel”.

O outro país da América a ser consultado, a Argentina, apresentou um índice de 46% de visão negativa sobre “israel”, contra 26% de visão positiva. No entanto, a qualidade das visões expressa um sentimento ainda maior de repúdio à entidade genocida: a visão “muito desfavorável” é de 28%, mais que o total das visões favoráveis. Essa visão muito negativa também é maior que a expressada pelos brasileiros, apesar de serem mais brasileiros com uma visão geral negativa. “Isso pode ser explicado, por um lado, pela forte presença do cristianismo sionista no Brasil, e por outro pelo fato de o governo atual da Argentina, presidido por Javier Milei, ser aberta e extremamente sionista”, comenta o presidente da Fepal, Ualid Rabah.

 

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O povo europeu contra “israel”

A Europa é o continente com o maior percentual de visões desfavoráveis a “israel”: 70%, contra 22% de visão favorável. Também é o continente com o maior percentual de visão “muito desfavorável”: 38%, contra apenas 4% de visão “muito favorável”. Para cada europeu com uma visão muito positiva sobre “israel”, há 9,5 europeus com uma visão muito negativa.

A visão “muito desfavorável” alcança 78% dos holandeses. Os com um sentimento muito negativo são 45%, mais que o dobro do total de pessoas que veem “israel” de forma positiva (19%). A Espanha é a nação europeia com o maior percentual de visão extremamente negativa (46%) e com um total de 75% de visão desfavorável à entidade sionista, igualada com a Suécia. 

Com exceção da Hungria, todos os países europeus consultados têm o dobro de cidadãos contrários a “israel” em relação aos favoráveis. Apenas na Hungria e na Alemanha o percentual de cidadãos “muito desfavoráveis” não é maior do que o de pessoas apenas parcialmente “favoráveis”, o que também expõe a qualidade do sentimento dos europeus, muito mais propensos a reconhecer o quão absolutamente daninho é o regime de Tel Aviv à humanidade.

 

Para cada europeu com uma visão muito positiva sobre “israel”, há 9,5 europeus com uma visão muito negativa

 

Mas mesmo na Hungria a maioria é contrária a “israel”: 53% a 36%, existindo quatro vezes mais húngaros “muitos desfavoráveis” do que “muito favoráveis” a “israel”. O regime de extrema-direita de Viktor Orbán, onde organizações neonazistas atuam livremente e influenciam a política e a opinião pública com o beneplácito do governo, é um aliado de Tel Aviv, sempre votando a favor de “israel” nas resoluções da Assembleia Geral das Nações Unidas. Na última, em 12 de junho, Budapeste foi um dos 10 membros a acompanhar os EUA e “israel” contra a proposta de cessar-fogo em Gaza, aprovada por 149 países do mundo.

Maiores repúdios

A Turquia foi o país consultado com o maior percentual de cidadãos contrários a “israel”: 93% dos turcos têm uma visão “desfavorável”, com uma prevalência absoluta da visão “muito desfavorável” (84%). Apenas 4% dos turcos se disseram favoráveis ao regime de morte israelense (talvez os empresários que alimentam a indústria assassina sionista por debaixo do pano). Esse é o menor índice do mundo de pessoas favoráveis a “israel”.

A Indonésia é o segundo país com o maior percentual de cidadãos desfavoráveis (80%), seguida pelo Japão (79%). Este último também é o segundo país com menos apoio a “israel” (13%), depois da Turquia.

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