Presidente da África do Sul diz que vai rebaixar status de embaixada em Israel
Diminuição de laços diplomáticos seria uma resposta à violação dos direitos da população palestina por parte de Israel
O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, disse que seu país está planejando reduzir o status de sua embaixada nos territórios ocupados em resposta à violação dos direitos dos palestinos por parte de Israel.
Falando ao parlamento na Cidade do Cabo, na última quinta-feira (7), Ramaphosa disse que o ministro de Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul, Lindiwe Sisulu, está trabalhando para implementar uma decisão do partido no Congresso Nacional Africano (ANC) para diminuir os laços diplomáticos com Israel.
No final de uma conferência em dezembro de 2017, o ANC decidiu reduzir sua missão diplomática em Tel Aviv para um escritório de ligação em uma expressão de “apoio prático” ao povo palestino oprimido, advertindo que Israel deveria pagar o preço por seus “abusos dos direitos humanos e violações do direito internacional”.
Ramaphosa sublinhou a determinação do governo sul-africano de avançar com a decisão do ANC.
“O governo sul-africano continua comprometido com as modalidades de rebaixamento da embaixada sul-africana em Israel e nós nos comunicaremos assim que o gabinete estiver totalmente finalizado sobre o assunto”, disse ele.
“Ao implementar esta resolução da conferência, estamos conscientes da responsabilidade da África do Sul de continuar a envolver todas as partes no conflito para ver onde poderíamos fornecer assistência”, acrescentou.
O presidente sul-africano notou ainda que a decisão de rebaixar a embaixada nas terras ocupadas é motivada pelas violações de Israel aos direitos dos palestinos e pelo fato de o regime não ter entrado em negociações sobre a chamada solução de dois Estados para o conflito Israel-Palestina.
Em maio passado, a África do Sul retirou de Tel Aviv seu embaixador em protesto contra a repressão letal de Israel contra as manifestações anti-ocupação na Faixa de Gaza.
A África do Sul estabeleceu laços estreitos com o regime israelense durante a era do apartheid, mas depois do colapso do sistema discriminatório, o país africano começou a se inclinar para a Palestina.
A maioria dos sul-africanos tem apoiado historicamente os palestinos devido às semelhanças entre a ocupação israelense e o regime de apartheid da África do Sul.
Texto traduzido do site Palestine News Network
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