Fepal entrega carta ao governo brasileiro pedindo suspensão das relações com “israel”
Para Marcos Feres, o encontro reflete a postura "assertiva" do governo brasileiro nos espaços internacionais contra a atual fase do genocídio e pelos direitos do povo palestino
Secretário de Comunicação da Fepal, Marcos Feres, entrega a carta ao ministro Marcio Macedo. Foto: Jandira Feghali/Instagram
Nesse domingo (17), uma reunião articulada pela deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) possibilitou que a Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal) e representantes da comunidade libanesa remetessem ao presidente Lula algumas reivindicações urgentes relacionadas ao genocídio que está sendo cometido por “israel”.
O encontro se deu no Hotel Fairmont, em meio à cúpula do G20, realizada no Rio de Janeiro. Ele contou com a presença do coordenador do evento e ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macêdo, além de lideranças comunitárias e acadêmicas.
Participaram da reunião o cônsul-geral do Líbano no Brasil, Alejandro Bitar, e Marcos Feres, secretário de comunicação da Fepal. Ambos entregaram cartas ao ministro Macêdo solicitando um cessar-fogo imediato na região do Oriente Médio. Além disso, agradeceram a postura firme do governo brasileiro e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em denunciar internacionalmente o genocídio promovido pelo sionismo.
Carta pede rompimento de laços
Assinada pelo presidente Ualid Rabah, a carta da Fepal (que pode ser lida na íntegra ao final desta notícia) reconhece os esforços da diplomacia brasileira e do presidente Lula em pessoa “na tentativa de frear o extermínio em curso na Palestina”. Em nome da comunidade brasileiro-palestina, a Fepal saúda “o compromisso histórico do Brasil com a solução política para a Questão Palestina através da diplomacia, em busca da paz justa e duradoura para a região”.
A carta da Fepal lamenta que todos os esforços diplomáticos têm sido em vão, no sentido de acabar com o derramamento de sangue palestino, devido ao menosprezo de “israel” pela diplomacia. “Diante deste escárnio, não há mais motivos para acreditar que Israel tem interesse no diálogo e que possa ser contido pelas vias diplomáticas”, destaca o documento.
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Por isso a entidade reitera o apelo para que o governo brasileiro rompa relações diplomáticas com “israel”, suspenda os acordos de cooperação e pressione pela aplicação de sanções econômicas e militares contra o regime sionista.
“O senhor, presidente Lula, tem legitimidade, força e prestígio internacional para liderar o processo que fará cessar o extermínio de inocentes e a busca por uma solução de paz, justa e duradoura, para a Palestina e para todo o Oriente Médio”, completa a carta.
Comitiva bem recebida pelo governo
O ministro Márcio Macêdo recebeu a comitiva muito bem e ouviu atentamente todas as considerações da Fepal. Para Marcos Feres, o encontro reflete a postura “assertiva” do governo brasileiro nos espaços internacionais contra a atual fase do genocídio e pelos direitos do povo palestino. Também reflete a “coragem” do presidente Lula em denunciar o genocídio.
“O que nós esperamos, e que pedimos nessa carta, é que essa coragem deve dar um passo além, que é o da ruptura de laços diplomáticos com ‘israel’, no sentido de liderar um processo, a partir do Sul Global, de resposta ao genocídio e de tornar ‘israel’ um estado pária”, disse o secretário de comunicação da Fepal.
A mobilização contou também com o apoio acadêmico: Malvina Tuttman, ex-reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Ricardo Barbara, ex-reitor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), entregaram uma carta assinada por representantes de 30 universidades públicas brasileiras. O documento reforça a necessidade de diálogo entre as nações e destaca o apoio à paz.
A deputada Jandira Feghali destacou em suas redes sociais que a reunião teve como objetivo sensibilizar os líderes presentes na cúpula do G20, buscando aumentar a pressão diplomática sobre “israel”. “São reivindicações justas e urgentes”, afirmou a parlamentar, enfatizando a necessidade de paz e soberania para palestinos e libaneses.
O acontecimento ressalta o papel ativo do Brasil em debates sobre direitos humanos e relações internacionais, reforçando o posicionamento crítico do governo brasileiro em relação às ações israelenses na atual conjuntura geopolítica.
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