“israel” violou cessar-fogo quase 1.000 vezes, matando 98 palestinos em Gaza
Ocupação genocida ainda realizou 37 operações de bombardeios durante o período de "paz"
Residentes com a bandeira nacional voltam a Gaza, destruído, no dia 20 de janeiro, após o início do cessar-fogo. (Foto: AFP)
Um relatório abrangente do jornal Al-Risala revelou que a ocupação israelense cometeu impressionantes 962 violações do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza ao longo de um período de 42 dias desde o início de sua implementação em 19 de janeiro de 2025. O relatório detalha uma série perturbadora de incidentes que resultaram na morte de 98 pessoas e ferimentos em 490 outras, colocando em dúvida a sustentabilidade do frágil cessar-fogo.
As violações documentadas incluem 77 incidentes de tiroteio, 45 incursões de veículos em áreas restritas, 37 operações de bombardeio e ataques, além de numerosos voos de aeronaves israelenses. Além disso, houve relatos de pelo menos cinco detenções de motoristas e pescadores, em clara violação das estipulações do acordo.
Apesar da intenção do acordo de cessar-fogo de promover a paz, a reportagem indica que “israel” continuamente buscou justificativas para violar os termos, engajando-se nessas ações desde o momento em que o acordo entrou em vigor. Violações significativas incluíram o avanço contínuo de veículos militares além das linhas de retirada acordadas, particularmente ao longo do eixo de Filadélfia, resultando em vítimas civis, demolições de casas e terraplanagem de terras.
Áreas-chave impactadas por essas violações incluem o Cruzamento de Sultan, o bairro de Al-Awda e o leste de Al-Maghazi, entre outros. Além disso, a reportagem destaca um padrão preocupante de repressão contra pescadores locais, que enfrentaram tiros e detenções ao tentar trabalhar em zonas de pesca designadas.
Prisioneiros palestinos e ajuda humanitária sob cerco
O informe também revela atrasos significativos na libertação de prisioneiros, um aspecto crítico do acordo de cessar-fogo. Os palestinos sequestrados sofreram abusos físicos, humilhação e fome antes de sua libertação. Entre os muitos afetados, Siham Musa Abu Salem, de 70 anos, permanece presa, destacando a situação vulnerável dos detidos. Famílias de prisioneiros da Cisjordânia também enfrentaram restrições, sendo impedidas de viajar para encontrar seus filhos deportados para o exterior.
A reportagem ainda enfatiza violações humanitárias críticas, já que o processo de recuperação inicial permanece paralisado. A entrada de combustível essencial tem sido extremamente inadequada, com apenas 978 caminhões permitidos em Gaza ao longo de 42 dias—apenas 46,5% da quantidade diária acordada de 50 caminhões. Além disso, o acordo humanitário estipulava a entrada de 200.000 tendas, mas apenas 132.000 foram permitidas, com materiais de equipamentos pesados necessários para a remoção de escombros sendo severamente restringidos.
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Suprimentos médicos e materiais de construção necessários para a reabilitação da infraestrutura de Gaza também foram barrados, agravando a crise humanitária. Apesar das necessidades urgentes, apenas cinco ambulâncias conseguiram entrar na região, e a proibição de bens essenciais, incluindo aves e gado, persiste.
As violações se estendem ao crucial Cruzamento de Rafah, onde o movimento civil foi ainda mais restrito. As disposições do acordo para facilitar viagens e comércio não foram implementadas, deixando muitos viajantes doentes e feridos presos e sem assistência.
No Corredor de Filadélfia, as prometidas reduções na presença militar da ocupação israelense não se materializaram, com as forças continuando a penetrar mais profundamente no território palestino, em vez de se retirarem conforme se comprometeram.
Politicamente, houve um atraso perceptível no início da segunda fase das negociações, apesar das estipulações no acordo que exigiam que essas discussões começassem 16 dias após a assinatura. Netanyahu rejeitou a próxima fase do acordo de cessar-fogo, bloqueou a ajuda a Gaza e ameaçou consequências severas.
* Matéria publicada no portal Al Manar em 03/03/2025.
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