Palestinos sofrem “tortura severa” nas masmorras “israelenses”, denuncia ONG
A organização detalhou casos de "tortura sem precedentes, fome, crimes médicos sistemáticos" e espancamentos severos que, em alguns casos, resultaram em costelas quebradas. Vários ex-detidos também teriam sido infectados com sarna.
Este idoso é um dos milhares de palestinos sequestrados por "israel"; ele foi libertado recentemente, durante o cessar-fogo
Uma organização internacional de direitos humanos afirma que as condições de saúde terríveis em que os palestinos foram libertados das prisões israelenses indicam um padrão de tortura e abuso até os últimos momentos.
“Todos os prisioneiros e detidos foram libertados em condições terríveis pelas forças de ocupação israelenses, que também invadiram suas casas e locais designados para recebê-los e celebrar sua libertação. Eles atacaram reuniões familiares, reprimindo-as com gás lacrimogêneo e balas, ferindo algumas pessoas”, disse o Monitor de Direitos Humanos Euro-Med, sediado em Genebra, em um comunicado na segunda-feira (17).
As violações israelenses “se transformaram em uma política sistemática de retaliação contra todos os prisioneiros e detidos palestinos”, que foram submetidos a “tortura severa, fome intencional e confinamento solitário prolongado como parte de medidas punitivas que se intensificaram brutalmente após os eventos na Faixa de Gaza”, afirmou a organização.
A organização de direitos humanos já havia dito anteriormente que os palestinos da Faixa de Gaza detidos por Israel estavam sendo submetidos a assassinato premeditado e execução arbitrária fora do alcance da lei e do judiciário.
O Euro-Med enfatizou a necessidade de autoridades judiciais internacionais iniciarem uma investigação internacional urgente e abrangente para responsabilizar os perpetradores, exumar os corpos, identificar as vítimas, devolver os restos mortais e garantir justiça às famílias das vítimas.
Marcas de tortura em idoso palestino sequestrado por “israel”
Como parte de um acordo de cessar-fogo entre o movimento de resistência palestino Hamas e o regime israelense, centenas de palestinos foram libertados nas últimas semanas. Muitos pareciam frágeis e exaustos ao chegarem aos hospitais para exames.
Vários relatórios recentes destacam a tortura sistemática, espancamentos severos e tratamento brutal enfrentado pelos palestinos momentos antes de sua libertação.
A Sociedade dos Prisioneiros Palestinos (PPS, em inglês) afirmou que os corpos dos sequestrados refletem “o nível de crimes cometidos contra eles”, especialmente após 7 de outubro de 2023.
A organização detalhou casos de “tortura sem precedentes, fome, crimes médicos sistemáticos” e espancamentos severos que, em alguns casos, resultaram em costelas quebradas. Vários ex-detidos também teriam sido infectados com sarna.
Palestinos recentemente libertados da Faixa de Gaza também relataram terem sido torturados. Alguns dos ex-sequestrados de Gaza disseram que foram vendados, espancados e mordidos por cães durante a detenção.
Sinais de tortura em homem palestino sequestrado por “israel” e enviado para os campos de concentração
Pelo menos 14.500 palestinos estão atualmente presos em prisões israelenses, incluindo 1.115 crianças.
O Hamas denunciou a tortura física e psicológica e os maus-tratos de prisioneiros palestinos nas prisões israelenses, afirmando que tais práticas abusivas constituem um “crime de guerra em toda a sua extensão”.
O movimento de resistência condenou os maus-tratos dos prisioneiros palestinos e exigiu o fim das “terríveis violações a que são submetidos pela junta sionista extremista”.
* Reportagem publicada na Press TV em 17/02/2025
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