Quase 700 escritores britânicos, irlandeses e francófonos denunciam o genocídio de “israel” em Gaza
Os autores, entre os quais há dois prêmios Nobel, assinam cartas exigindo um cessar-fogo imediato e a distribuição de ajuda humanitária na Faixa de Gaza
Dois homens abraçam o corpo de uma vítima do bombardeio israelense em Gaza na última segunda-feira. (ZUMA via Europa Press)
Cerca de 700 escritores e intelectuais — 380 britânicos e irlandeses de um lado, e 300 francófonos de outro — decidiram unir-se para denunciar em cartas públicas o genocídio que o regime de “israel” está cometendo em Gaza.
Autores de língua inglesa como Ian McEwan, Hanif Kureishi, Zadie Smith, Ian Kershaw e Irvine Welsh assinaram uma carta, tornada pública na tarde de terça-feira e subscrita por 380 figuras da cultura, na qual exigem um cessar-fogo imediato, a distribuição sem restrições de ajuda humanitária na Faixa de Gaza e a libertação dos milhares de prisioneiros palestinos detidos arbitrariamente em prisões sionistas, além dos elementos israelenses apreendidos em retaliação pela resistência palestina.
A iniciativa também ganhou força na França, onde cerca de 300 escritores francófonos publicaram na terça-feira, no jornal Libération, uma carta muito semelhante denunciando o genocídio promovido por “israel” e exigindo um cessar-fogo e a entrada de ajuda humanitária. Entre os signatários figuravam dois prêmios Nobel — Annie Ernaux e Jean-Marie Gustave Le Clézio —, assim como vários ganhadores do Prêmio Goncourt: Hervé Le Tellier, Jérôme Ferrari, Laurent Gaudé, Brigitte Giraud, Leïla Slimani, Mohamed Mbougar Sarr, Nicolas Mathieu e Éric Vuillard.
Os autores britânicos apontam como organizações humanitárias de renome, como Anistia Internacional, Médicos Sem Fronteiras, Human Rights Watch, a Federação Internacional dos Direitos Humanos ou o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, assim como numerosos historiadores e especialistas, “identificaram como genocídio ou atos de genocídio” a ofensiva de “israel” em Gaza.
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“Ao adotar esta posição”, dizem, “rejeitamos e abominamos qualquer ataque ou expressão de ódio e violência — escrita, verbal ou física — contra palestinos, israelenses ou judeus. E manifestamos nossa solidariedade com a resistência de palestinos, judeus ou israelenses diante das políticas genocidas do atual governo de Israel”.
Os autores recordam que declarações públicas de membros do atual executivo israelense de Benjamin Netanyahu, como Bezalel Smotrich [ministro das Finanças, do Partido Sionista Religioso] ou Itamar Ben-Gvir [ministro da Segurança Nacional], “expressam intenções genocidas”.
A carta começa com o poema Uma Estrela Disse Ontem, da poetisa palestina Hiba Abu Nada, que morreu vítima dos bombardeios aéreos israelenses há quase 20 meses. No texto, a autora imaginava um impossível refúgio cósmico para a população de Gaza.
“Conclamamos as pessoas a unir-se ao nosso apelo à compaixão, à razão e à reflexão. Por Hiba, pelos quase 54 mil cidadãos de Gaza assassinados e pelos sobreviventes, famintos, feridos e marcados para o resto de suas vidas”, dizem os 380 autores signatários.
O texto exige que sejam impostas sanções ao “estado” de “israel” caso seu governo não atenda ao pedido de cessar-fogo, “que é também o pedido do mundo”.
* Fepal, com El País.
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