Soldados recebem ordens de “israel” para atirar em palestinos esfomeados que buscam ajuda humanitária
Oficiais e soldados das FDI disseram ao Haaretz que receberam ordens para disparar contra multidões desarmadas próximas a locais de distribuição de alimentos em Gaza, mesmo quando não havia ameaça presente. Centenas de palestinos foram mortos, levando a promotoria militar a exigir uma revisão por possíveis crimes de guerra.
Pessoas carregando pacotes de ajuda caminham pela estrada Salah al-Din, perto do campo de refugiados de Nusseirat, no norte da Faixa de Gaza, usada por palestinos em busca de comida para chegar a um ponto de distribuição de ajuda estabelecido pela Fundação Humanitária de Gaza (GHF), de administração privada, em 25 de junho de 2025. (Foto de Eyad BABA / AFP)
Por Nir Hasson, Yaniv Kubovich e Bar Peleg*
Soldados israelenses em Gaza disseram ao Haaretz que o exército atirou deliberadamente contra palestinos próximos a centros de distribuição de ajuda ao longo do último mês. Conversas com oficiais e soldados revelam que comandantes ordenaram que as tropas atirassem contra multidões para afastá-las ou dispersá-las, mesmo quando era evidente que não representavam ameaça.
Um soldado descreveu a situação como um colapso total dos códigos éticos das Forças de Defesa de Israel (FDI) em Gaza. Segundo o Ministério da Saúde em Gaza, 549 pessoas foram mortas perto dos centros de ajuda e em áreas onde moradores esperavam caminhões de alimentos da ONU desde 27 de maio. Mais de 4.000 foram feridas, mas o número exato de mortos ou feridos por tiros das FDI permanece incerto.
O Haaretz soube que o Procurador Geral Militar instruiu o Mecanismo de Avaliação de Fatos do Estado-Maior das FDI — o órgão encarregado de revisar incidentes que envolvam possíveis violações das leis da guerra — a investigar suspeitas de crimes de guerra nesses locais.
Os centros de ajuda da Fundação Humanitária de Gaza (GHF, na sigla em inglês) começaram a operar na Faixa no fim de maio. As circunstâncias da criação e do financiamento da fundação são nebulosas: sabe-se que ela foi criada por Israel, em coordenação com evangélicos norte-americanos e empresas privadas de segurança. Seu atual CEO é um líder evangélico próximo ao presidente dos EUA, Donald Trump, e ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Palestinos se reúnem para receber suprimentos de ajuda em Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza, em 25 de junho de 2025. REUTERS/Dawoud Abu Alkas (Crédito: DAWOUD ABU ALKAS/רויטרס)
A GHF opera quatro centros de distribuição de alimentos — três no sul de Gaza e um no centro — conhecidos nas FDI como “centros de distribuição rápida” (Mahpazim). Eles são operados por funcionários americanos e palestinos e são protegidos pelas FDI a uma distância de algumas centenas de metros.
Milhares, e às vezes dezenas de milhares, de gazenses chegam diariamente a esses centros para buscar alimentos. Contrariando as promessas iniciais da fundação, a distribuição é caótica, com multidões correndo em direção às pilhas de caixas. Desde a abertura dos centros de distribuição, o Haaretz contabilizou 19 incidentes de tiros próximos a eles. Embora nem sempre esteja claro quem atira, as FDI não permitem a presença de indivíduos armados nessas zonas humanitárias sem seu conhecimento.
Os centros geralmente funcionam por apenas uma hora, a cada manhã. Segundo oficiais e soldados que serviram nessas áreas, as FDI atiram em pessoas que chegam antes do horário de abertura para impedir que se aproximem, ou depois que os centros fecham, para dispersá-las. Como alguns tiroteios ocorreram à noite — antes da abertura — é possível que civis não conseguissem ver os limites da área designada.
“É um campo de extermínio”, disse um soldado. “Onde eu estava, entre uma e cinco pessoas eram mortas todos os dias. São tratadas como força hostil — sem medidas de controle de multidão, sem gás lacrimogêneo — apenas munição real com tudo que se possa imaginar: metralhadoras pesadas, lança-granadas, morteiros. Aí, quando o centro abre, os tiros param, e eles sabem que podem se aproximar. Nossa forma de comunicação é o tiro.”
O soldado acrescentou: “Atiramos cedo pela manhã se alguém tenta se colocar na fila a algumas centenas de metros, e às vezes avançamos contra eles de perto. Mas não há perigo para as forças.” Segundo ele, “não tenho conhecimento de nenhum caso de fogo inimigo. Não há inimigo, não há armas.” Ele também disse que a operação em sua área é chamada de Operação Peixe Salgado — nome da versão israelense do jogo infantil “Sinal vermelho, sinal verde”.
Oficiais das FDI disseram ao Haaretz que o exército não permite que o público em Israel ou no exterior veja imagens do que ocorre ao redor dos centros de distribuição. Segundo eles, o exército está satisfeito por a atuação da GHF ter evitado o colapso total da legitimidade internacional para a continuação da guerra. Eles acreditam que as FDI conseguiram transformar Gaza em um “quintal”, especialmente desde o início da guerra com o Irã.
Palestinos carregam pacotes de ajuda humanitária distribuídos pela Fundação Humanitária de Gaza, operada pela organização apoiada pelos EUA em Khan Younis, sul da Faixa de Gaza, quinta-feira, 26 de junho de 2025. (Foto AP/Abdel Kareem Hana)
“Gaza já não interessa a ninguém”, disse um reservista que completou mais uma missão no norte da Faixa esta semana. “Virou um lugar com regras próprias. A perda de vidas humanas não significa nada. Nem chega a ser ‘um incidente infeliz’, como costumavam dizer.”
Um oficial encarregado da segurança de um centro de distribuição descreveu a abordagem das FDI como profundamente falha: “Trabalhar com uma população civil quando sua única forma de interação é abrir fogo — isso é altamente problemático, para dizer o mínimo”, disse ao Haaretz. “Não é ética nem moralmente aceitável que as pessoas tenham que tentar chegar, ou fracassar em chegar, a uma [zona humanitária] sob fogo de tanques, franco-atiradores e morteiros.”
Ele explicou que a segurança dos locais é organizada em vários níveis. Dentro dos centros e no “corredor” que leva a eles estão os trabalhadores americanos, e as FDI não têm permissão para operar nesse espaço. Uma camada mais externa é composta por supervisores palestinos, alguns armados e ligados à milícia Abu Shabab.
O perímetro de segurança das FDI inclui tanques, snipers e morteiros cuja função, segundo o oficial, é proteger os presentes e garantir que a distribuição ocorra. “À noite, abrimos fogo para sinalizar à população que esta é uma zona de combate e que não devem se aproximar”, disse. “Uma vez, os morteiros pararam de disparar, e vimos pessoas começando a se aproximar. Então retomamos o fogo para deixar claro que não podiam. No fim, uma das bombas caiu sobre um grupo de pessoas.”
Em outros casos, segundo ele, “disparamos metralhadoras de tanques e lançamos granadas. Houve um incidente em que um grupo de civis foi atingido enquanto avançava sob a cobertura da neblina. Não foi intencional, mas essas coisas acontecem.”
Ele observou que também houve mortos e feridos entre soldados das FDI nesses incidentes. “Uma brigada de combate não tem as ferramentas para lidar com uma população civil em zona de guerra. Atirar morteiros para manter pessoas famintas afastadas não é nem profissional, nem humano. Sei que há operativos do Hamas entre eles, mas também há gente que só quer receber ajuda. Como país, temos a responsabilidade de garantir que isso ocorra com segurança.”
O oficial apontou ainda outro problema dos centros de distribuição — a falta de consistência. Os moradores não sabem quando cada centro abrirá, o que aumenta a pressão sobre os locais e contribui para o dano aos civis.
“Não sei quem toma as decisões, mas damos instruções à população e depois não as seguimos ou as mudamos”, disse. “No início deste mês, houve casos em que fomos notificados de que uma mensagem havia sido enviada dizendo que o centro abriria à tarde, e as pessoas apareceram de manhã cedo para serem as primeiras da fila. Como chegaram cedo demais, a distribuição foi cancelada naquele dia.”
Contratados como xerifes
Segundo relatos de comandantes e combatentes, as FDI deveriam manter uma distância segura das áreas civis palestinas e dos pontos de distribuição de alimentos. No entanto, as ações das forças no terreno não estão alinhadas com os planos operacionais.
“Hoje, qualquer empreiteiro privado que trabalha em Gaza com equipamento de engenharia recebe 5.000 shekels [cerca de 1.500 dólares] por cada casa que demolir”, disse um combatente veterano. “Eles estão fazendo fortuna. Da perspectiva deles, qualquer momento em que não estão demolindo casas é uma perda de dinheiro, e as forças precisam garantir a segurança de seu trabalho. Os empreiteiros, que agem como uma espécie de xerife, destroem o que quiserem ao longo de toda a frente.”
Como resultado, acrescentou o combatente, a campanha de demolição dos empreiteiros os leva, junto com seus pequenos destacamentos de segurança, para perto dos pontos de distribuição ou das rotas usadas por caminhões de ajuda.
Um palestino carrega um saco de farinha enquanto pessoas se reúnem para receber suprimentos de ajuda em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, em 26 de junho de 2025. REUTERS/Hatem Khaled
“Para se protegerem, ocorre um tiroteio, e pessoas são mortas”, disse. “Essas são áreas onde os palestinos têm permissão para estar — fomos nós que nos aproximamos e decidimos que [eles] nos colocavam em perigo. Então, para que um empreiteiro ganhe mais 5.000 shekels e derrube uma casa, considera-se aceitável matar pessoas que só estão tentando conseguir comida.”
Um oficial de alta patente cujo nome aparece repetidamente nos testemunhos sobre os tiroteios próximos aos centros de ajuda é o brigadeiro-general Yehuda Vach, comandante da Divisão 252 das FDI. O Haaretz já havia noticiado como Vach transformou o corredor de Netzarim numa rota mortal, colocou soldados em risco no terreno e foi suspeito de ordenar a destruição de um hospital em Gaza sem autorização.
Agora, um oficial da divisão afirma que Vach decidiu dispersar grupos de palestinos que esperavam por caminhões da ONU atirando contra eles. “Essa é a política de Vach”, disse o oficial, “mas muitos dos comandantes e soldados aceitaram sem questionar. [Os palestinos] não deveriam estar ali, então a ideia é garantir que saiam, mesmo que estejam ali apenas por comida.”
A divisão de Vach não é a única operando na área, e é possível que outros oficiais também tenham dado ordens para atirar em pessoas que buscavam ajuda.
Um soldado de reserva de tanque que recentemente serviu com a Divisão 252 no norte de Gaza confirmou os relatos e explicou o “procedimento de dissuasão” das FDI para dispersar civis que se reúnem em desacordo com as ordens militares.
“Os adolescentes que esperam pelos caminhões se escondem atrás de montes de terra e correm em direção a eles quando passam ou param nos pontos de distribuição”, disse ele. “Geralmente os vemos a centenas de metros de distância; não é uma situação em que eles representem uma ameaça para nós.”
Em um incidente, o soldado foi instruído a disparar um projétil contra uma multidão reunida perto da costa. “Tecnicamente, é para ser um disparo de advertência — para afastar as pessoas ou impedir que avancem”, disse ele. “Mas ultimamente, disparar projéteis virou prática padrão. Toda vez que disparamos, há feridos e mortos, e quando alguém pergunta por que um projétil é necessário, nunca há uma boa resposta. Às vezes, só fazer a pergunta já irrita os comandantes.”
Nesse caso, algumas pessoas começaram a fugir após o disparo do projétil, e segundo o soldado, outras forças abriram fogo contra elas em seguida. “Se era para ser um tiro de advertência, e vemos as pessoas correndo de volta para Gaza, por que atirar nelas?”, perguntou. “Às vezes dizem que ainda estão escondidas, e que precisamos atirar em sua direção porque não saíram. Mas é óbvio que não conseguem sair se, no momento em que se levantam e correm, abrimos fogo.”
O soldado disse que isso virou rotina. “Você sabe que não está certo. Você sente que não está certo — que os comandantes aqui estão assumindo para si o poder de decidir sobre a vida dos outros. Mas Gaza é um universo paralelo. Você simplesmente segue em frente. A verdade é que a maioria das pessoas nem para para pensar nisso.”
No início desta semana, soldados da Divisão 252 abriram fogo contra um cruzamento onde civis aguardavam caminhões de ajuda. Um comandante no terreno deu a ordem de atirar diretamente no centro da interseção, resultando na morte de oito civis, incluindo adolescentes. O incidente foi levado ao conhecimento do ex-chefe do Comando Sul, general Yaron Finkelman, mas até agora, além de uma revisão preliminar, ele não tomou nenhuma medida nem exigiu explicações de Vach sobre o elevado número de mortes em seu setor.
“Estive num evento semelhante. Pelo que ouvimos, mais de dez pessoas foram mortas ali”, disse outro oficial sênior da reserva que comanda forças na área. “Quando perguntamos por que abriram fogo, nos disseram que foi ordem de cima e que os civis representavam ameaça às tropas. Posso afirmar com certeza que as pessoas não estavam próximas das forças e não as colocavam em risco. Foi sem sentido — elas foram mortas por nada. Essa coisa de matar pessoas inocentes — foi normalizada. Disseram-nos constantemente que não há civis em Gaza, e aparentemente essa mensagem foi assimilada pelas tropas.”
Um oficial de alta patente familiarizado com os combates em Gaza acredita que isso marca mais uma deterioração nos padrões morais das FDI. “O poder que os comandantes de campo de alto escalão exercem em relação à liderança do Estado-Maior ameaça a cadeia de comando”, disse ele.
Segundo o oficial, “meu maior temor é que os disparos e os danos aos civis em Gaza não sejam resultado de necessidade operacional ou julgamento ruim, mas sim produto de uma ideologia dos comandantes de campo, que transmitem isso às tropas como se fosse plano operacional.”
Bombardeando civis
Nas últimas semanas, o número de mortos nas proximidades das áreas de distribuição de alimentos aumentou drasticamente — foram 57 mortos em 11 de junho, 59 em 17 de junho e cerca de 50 em 24 de junho, segundo o Ministério da Saúde em Gaza. Em resposta, foi realizada uma reunião no Comando Sul, na qual se revelou que as tropas haviam começado a dispersar as multidões utilizando projéteis de artilharia.
“Falam sobre usar artilharia em um cruzamento cheio de civis como se fosse algo normal”, disse uma fonte militar que participou da reunião. “Uma conversa inteira sobre se é certo ou errado usar artilharia, sem sequer perguntar por que esse tipo de arma era necessário em primeiro lugar. O que realmente preocupa a todos é se isso vai prejudicar nossa legitimidade para continuar operando em Gaza. O aspecto moral praticamente não existe. Ninguém para para perguntar por que dezenas de civis famintos estão sendo mortos todos os dias.”
Outro oficial sênior familiarizado com os combates em Gaza disse que a normalização da matança de civis frequentemente incentivou os disparos contra eles perto dos centros de ajuda.
“O fato de fogo real ser direcionado contra uma população civil — seja com artilharia, tanques, snipers ou drones — vai contra tudo o que o exército deveria representar”, afirmou, criticando as decisões tomadas no terreno. “Por que pessoas que estão recolhendo comida estão sendo mortas só porque saíram da fila, ou porque algum comandante não gostou que cortaram caminho? Como chegamos ao ponto em que um adolescente está disposto a arriscar a vida só para tirar um saco de arroz de um caminhão? E é contra esse tipo de pessoa que estamos disparando artilharia?”
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Além dos disparos das FDI, fontes militares dizem que algumas das mortes perto dos centros de distribuição foram causadas por tiros de milícias que o exército apoia e arma. Segundo um oficial, as FDI continuam a apoiar o grupo Abu Shabab e outras facções.
“Existem muitos grupos que se opõem ao Hamas — o Abu Shabab foi alguns passos além”, disse ele. “Eles controlam territórios nos quais o Hamas não entra, e as FDI incentivam isso.”
Outro oficial comentou: “Estou estacionado ali, e mesmo eu já não sei mais quem está atirando em quem.”
Em uma reunião a portas fechadas nesta semana, com altos funcionários da Procuradoria Militar, realizada devido à morte diária de dezenas de civis nas zonas de ajuda, os assessores jurídicos ordenaram que os incidentes fossem investigados pelo Mecanismo de Avaliação de Fatos do Estado-Maior das FDI. Esse órgão, criado após o incidente da flotilha do Mavi Marmara, é responsável por examinar casos em que há suspeita de violação das leis da guerra, com o objetivo de evitar que investigações sobre supostos crimes de guerra de soldados israelenses sejam conduzidas por instâncias internacionais.
Durante a reunião, altos assessores jurídicos disseram que as críticas globais sobre a matança de civis estão se intensificando. Oficiais de alto escalão das FDI e do Comando Sul, no entanto, alegaram que os casos são isolados e que os disparos foram direcionados contra suspeitos que representavam ameaça às tropas.
Uma fonte que participou da reunião disse ao Haaretz que representantes da Procuradoria Militar rejeitaram as alegações das FDI. Segundo eles, os argumentos não se sustentam diante dos fatos observados no terreno. “A alegação de que esses são casos isolados não se alinha com os incidentes nos quais granadas foram lançadas do ar e morteiros e artilharia foram disparados contra civis”, afirmou um assessor jurídico. “Não se trata de algumas poucas pessoas mortas — estamos falando de dezenas de vítimas todos os dias.”
Embora o Procurador Militar tenha ordenado que o Mecanismo de Avaliação investigue os tiroteios recentes, esses representam apenas uma pequena fração dos casos nos quais centenas de civis não envolvidos foram mortos.
Oficiais seniores das FDI expressaram frustração com o fato de o Comando Sul não ter investigado esses incidentes de forma aprofundada e estar ignorando as mortes de civis em Gaza. Segundo fontes militares, o chefe do Comando Sul, general de divisão Yaron Finkelman, normalmente conduz apenas investigações preliminares, baseando-se principalmente nos relatos dos comandantes de campo. Ele não tomou nenhuma medida disciplinar contra oficiais cujos soldados causaram danos a civis, apesar de evidentes violações das ordens das FDI e das leis da guerra.
Resposta das FDI
Um porta-voz das FDI respondeu:
O Hamas é uma organização terrorista brutal que provoca fome na população de Gaza e a coloca em risco para manter seu domínio sobre a Faixa de Gaza. O Hamas faz tudo ao seu alcance para impedir a distribuição bem-sucedida de alimentos em Gaza e para atrapalhar a ajuda humanitária. As FDI permitem que a organização da sociedade civil americana (GHF) opere de forma independente e distribua ajuda aos residentes de Gaza. As FDI operam nas proximidades das novas áreas de distribuição para possibilitar a entrega, enquanto continuam as atividades operacionais na Faixa.
Como parte de sua atuação nas principais vias de acesso aos centros de distribuição, as forças das FDI estão conduzindo processos sistemáticos de aprendizado para aprimorar sua resposta operacional na área e minimizar, tanto quanto possível, o atrito com a população. Recentemente, as forças trabalharam para reorganizar a área, instalando novas cercas, sinalização, abrindo rotas adicionais, entre outras ações. Após incidentes em que houve relatos de danos a civis que chegavam aos centros de distribuição, investigações aprofundadas foram conduzidas, e instruções foram repassadas às forças no terreno com base nas lições aprendidas. Esses incidentes foram encaminhados para análise pelo mecanismo de revisão do Estado-Maior.
* Reportagem publicada no jornal israelense Haaretz em 27/06/2025.
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