Os drones de “israel” e a importação do genocídio palestino em Gaza para Salvador-BA
Nota pública da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal)
À esquerda, mãe palestina sofre com a execução de sua criança pelo exército israelense; à direita, Bruno Reis e a primeira-dama de Salvador
Enquanto “israel” extermina palestinos em ritmo industrial em Gaza há quase 650 dias, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), achou uma “ótima” ideia propor a aquisição de drones israelenses para “auxiliar na prevenção da violência na área da segurança pública” da capital baiana. Não satisfeito em ter o nome ligado ao escândalo de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro investigado na Operação Overclean, inclusive com repasses de sua gestão superiores a R$ 48 milhões a uma das empresas investigadas, o prefeito Bruno Reis agora quer importar as tecnologias de morte e extermínio usadas por “israel” no Holocausto Palestino para aterrorizar a população de Salvador.
Como se fosse a coisa mais normal do mundo, a informação foi divulgada pela própria Secretaria de Comunicação de Salvador, citando reunião entre o prefeito Bruno Reis, o secretário municipal de Inovação e Tecnologia (Semit), Alberto Braga; o presidente da Companhia de Governança Eletrônica de Salvador (Cogel), Samuel Araújo; e o diretor-geral de Segurança Urbana e Prevenção à Violência, Humberto Sturaro, e outros representantes curiosamente não citados. Para ficar ainda mais escandaloso, o próprio texto publicado pela Prefeitura de Salvador relembra que Bruno Reis está ultrapassando suas atribuições para adquirir tecnologia genocidária israelense, uma vez que a responsabilidade constitucional pela segurança pública é estadual.
Bruno Reis diz que “não é preciso inventar a roda” e que “basta observar boas iniciativas no mundo”, se referindo à maior matança de homens, mulheres e crianças proporcional da história, conduzida pelo consórcio do extermínio “israel”-EUA na Palestina. São mais de 70 mil palestinos exterminados por “israel” em 650 dias em Gaza (3,2% de sua população), parte da Palestina com quase 400 mil habitantes menos que Salvador (seriam mais de 80 mil soteropolitanos) e território apenas metade do da capital baiana. E este número é extremamente subnotificado, considerando que as mesmas armas israelenses que o prefeito quer trazer para Salvador dizimam famílias inteiras, as soterram sob escombros e são usadas para aniquilar integralmente o sistema de saúde no enclave palestino, tornando-o incapaz de registrar a real dimensão da orgia genocidária israelense em Gaza.
Considerando o cálculo de ao menos quatro mortes indiretas para cada morte direta registrada, conforme estudo publicado pela revista científica The Lancet, os exterminados em Gaza podem ser mais de 288 mil, cerca de 13% da demografia desta parte da Palestina. Aplicada essa proporção ao Brasil, seriam 27,6 milhões de brasileiros assassinados. Assustadores 330 mil em Salvador.
O prefeito Bruno Reis diz que a aquisição de drones israelenses para vigiar soteropolitanos com monitoramento aéreo em tempo real e câmeras “inteligentes” com reconhecimento facial visa “combater a violência e proteger a população”. Concretamente, o Brasil registrou, em 2024, 38.722 mortes violentas, ou seja, perto de metade das havidas em Gaza agora, mesmo nosso país tendo quase 100 vezes sua população. Aplicada a proporção genocidária da matança de Gaza para a demografia brasileira, seriam necessários 170 anos das mortes violentas ocorridas no Brasil no ano passado, ou 713 anos se ocorrer o que prognostica a Revista The Lancet. As armas e a ideologia que provocam este Holocausto Palestino são as que o prefeito quer trazer para Salvador.
O Holocausto Palestino, além de ser o primeiro genocídio transmitido em tempo real pelas próprias vítimas, é também o primeiro extermínio da história humana com uso massivo de drones, utilizados para vigiar, perseguir, bombardear e fuzilar homens, mulheres e crianças. Os vídeos de drones israelenses matando crianças palestinas carregando água e comida são divulgados pela própria imprensa israelense e, muitas vezes, pelos próprios soldados genocidas, que, em seu culto racista e supremacista, “se divertem” desmembrando crianças com o “brinquedinho” que o prefeito quer importar para chacinar brasileiros em Salvador. Nada mais degenerado na história humana!
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Há muito que esta Federação alerta sobre a penetração do lobby sionista e a “israelização” das instituições brasileiras, em todos os níveis e segmentos, seja na segurança, seja na área de inteligência, seja na educação. Empresas de armas e “segurança” israelenses custeiam viagens de servidores brasileiros em troca de contratos gordos com estados e municípios para vender (e lucrar!) com armamentos e tecnologia testados em palestinos para serem usados no extermínio da população negra e pobre brasileira sob o véu da “segurança pública”. Lobistas sionistas perambulam por casas legislativas e palácios de governo orientando parlamentares e chefes de executivos, os mesmos que deveriam defender os interesses da sociedade brasileira, a rezar pela cartilha do sionismo e servir aos interesses de “israel”. Basta lembrar a recente e escandalosa comitiva de prefeitos e autoridades brasileiras, algumas da área de “segurança”, visitando “israel” apenas para virar chacota mundial ao implorar por socorro enquanto tremiam escondidos nos bunkers israelenses durante o pesado revide iraniano à agressão de “israel”.
É inadmissível que, enquanto o Brasil e o mundo discutem boicote, desinvestimento, sanções e ruptura de laços com o empreendimento colonial, racista, supremacista e genocidário autoproclamado “israel”, o prefeito Bruno Reis queira usar o dinheiro do contribuinte soteropolitano para alimentar a máquina de morte sionista e importar o padrão genocidário testado por “israel” em corpos palestinos para aterrorizar a população de Salvador. O som infernal dos drones israelenses, que aterrorizam e exterminam palestinos 24 horas por dia em Gaza, serão usados também para aterrorizar e exterminar soteropolitanos?
Palestina Livre a Partir do Brasil, 12 de julho de 2025, 78º ano da Nakba.
Leia a nota em PDF:
NOTA FEPAL – Os drones de “israel” e a importação do genocídio palestino em Gaza para a Salvador-BA
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