“israel” viola o cessar-fogo e bombardeia Gaza horas depois do acordo
Forças invasoras atacaram o leste da Cidade de Gaza e o norte de Khan Younis
O exército israelense realizou um ataque aéreo e disparos de artilharia a leste da Cidade de Gaza, com apoio de fogo de helicópteros, após a ratificação do cessar-fogo. (Foto: via QNN)
O exército de ocupação israelense continuou hoje, sexta-feira, seu bombardeio aéreo e de artilharia em toda a Faixa de Gaza. Isso ocorreu algumas horas depois de o regime sionista ter aprovado o acordo de cessar-fogo e de troca entre palestinos sequestrados e israelenses apreendidos.
O correspondente da Al Jazeera informou que o exército israelense realizou um ataque aéreo e disparos de artilharia a leste da Cidade de Gaza, com apoio de helicópteros de combate.
Um bombardeio aéreo também atingiu o norte de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, coincidindo com disparos de artilharia. Não houve relatos imediatos de vítimas nem de alvos específicos desse bombardeio de última hora.
As ações militares ocorreram logo após a ratificação oficial da trégua e pouco depois de um massacre de última hora em Gaza. Na noite de quinta-feira, um ataque israelense ao bairro de Al-Sabra, no centro da Cidade de Gaza, atingiu uma casa, resultando na morte de quatro palestinos e no desaparecimento de 40, muitos dos quais ainda estavam sob os escombros no momento do anúncio do cessar-fogo.
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Fontes médicas em hospitais de Gaza relataram um total de 27 palestinos mortos por disparos israelenses em toda a Faixa de Gaza nas últimas 24 horas.
Os ataques também ocorreram após o anúncio feito mais cedo pelo exército israelense de que um de seus soldados havia sido morto no campo de refugiados de Al-Shati, após ter sido alvejado por um atirador palestino na quinta-feira.
Ratificação e termos do acordo
O regime de Tel Aviv ratificou o cessar-fogo após múltiplos adiamentos, tarde da noite de quinta-feira. Após a aprovação, a Corporação de Radiodifusão Israelense (KAN) detalhou as principais etapas para a implementação do plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump:
Fim imediato das hostilidades: a “guerra” deveria terminar imediatamente após a aprovação do governo.
Retirada: as forças invasoras deverão completar em breve sua retirada até a Linha Amarela acordada.
Não retorno: O exército sionista não retornará às áreas das quais se retirou enquanto o Hamas implementar integralmente o acordo.
Troca de “prisioneiros”: dentro de 72 horas após a retirada do exército, todos os israelenses apreendidos (vivos e mortos) deverão ser libertados, com “israel” liberando simultaneamente um número correspondente de palestinos que foram sequestrados.
Suspensão: todos os disparos aéreos e de artilharia, bem como as operações de ataque, deverão ser suspensos durante o período de 72 horas de troca.
Ajuda e vigilância: a entrada imediata de ajuda humanitária será iniciada, e a vigilância aérea será suspensa sobre as áreas das quais o exército israelense se retirou.
Em resposta, a Defesa Civil pediu aos residentes de Gaza que não retornem às posições anteriormente ocupadas por “israel” até que a retirada militar seja oficialmente anunciada.
O genocídio cometido por “israel” desde 7 de outubro de 2023 resultou em um número massivo de vítimas: oficialmente 67.194 mortos e 169.890 feridos, sendo mulheres e crianças a maioria. O genocídio também causou uma fome que matou 460 palestinos, incluindo 154 crianças. Contando as vítimas desaparecidas sob os escombros, o número de mortos fica por volta de 80 mil.
* Fepal, com Palestine Chronicle e agências.
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