A família bilionária que pode reconfigurar a mídia dos EUA a favor de “israel”
Tendo adquirido a Paramount e a CBS e de olho no TikTok e na CNN, os Ellison estão construindo um império de propaganda pró-"israel" com um alcance sem precedentes.
Larry Ellison, da Oracle, e o produtor executivo David Ellison na estreia de "Star Trek: Além da Escuridão", em Los Angeles, em 2013 (Eric Charbonneau/Getty Images).
Por Will Alden*
No início de setembro, o produtor de Hollywood Lawrence Bender — conhecido por seu trabalho com Quentin Tarantino em filmes como “Pulp Fiction” e “Inglourious Basterds” — teve o que mais tarde descreveu como “uma conversa realmente difícil” com os investidores de “Red Alert”, uma minissérie israelense que dramatiza os episódios de 7 de outubro de 2023.
A poucas semanas do lançamento previsto para o segundo aniversário dos ataques, o programa, produzido pela empresa de mídia israelense Keshet Media Group, enfrentava dificuldades para garantir distribuição fora de Israel. O ambiente noticioso estava longe de ser favorável: jatos israelenses haviam acabado de atacar um complexo residencial no Catar, e uma promessa de boicotar instituições cinematográficas israelenses “implicadas” no genocídio na Faixa de Gaza havia reunido milhares de assinaturas em Hollywood.
“Ninguém vai querer comprar algo dos israelenses”, disse Bender, produtor executivo de “Red Alert”, aos investidores, conforme relatou no palco de uma conferência da Jewish National Fund–USA no mês seguinte. Entre esses investidores estava o Israel Entertainment Fund, criado pela JNF–USA no ano anterior com o serviço de streaming israelense Izzy para produzir televisão e cinema para públicos internacionais, com foco em projetos filmados na região do “Envelope de Gaza”, no sul de Israel. “Estávamos bastante estressados sobre o que iríamos fazer”, lembrou Nati Dinnar, CEO da Izzy, entrevistando Bender no palco.
Segundo seus apoiadores, “Red Alert” é essencialmente uma obra de propaganda israelense num momento em que a maioria dos americanos vê o governo de Israel de forma desfavorável. O Israel Entertainment Fund, em um slide deck que apresenta “Red Alert”, afirma que seus projetos beneficiam Israel ao “educar espectadores e alterar percepções”. Bender disse que “nosso propósito” ao fazer o programa era “mudar a conversa” sobre Israel entre americanos, europeus e outros espectadores no exterior.
Um acordo para alcançar esse público internacional crucial só se materializou depois que Bender encontrou David Ellison, o jovem magnata de Hollywood, em um serviço memorial em setembro. Com financiamento de seu pai bilionário da tecnologia, Larry Ellison, presidente executivo da Oracle, David Ellison havia recentemente fundido sua Skydance Media com o tradicional estúdio Paramount. “Seria uma honra ser seu parceiro nisso”, ele escreveu por e-mail depois de assistir a “Red Alert”, segundo Bender. “Em Hollywood, isso é uma coisa rara”, disse Bender na conferência da JNF–USA, descrevendo o chefe do estúdio como “um grande apoiador de Israel”.
O “sim rápido” de Ellison, como ele descreveu, a um drama alinhado ao governo israelense oferece uma janela para seu pensamento enquanto o magnata de 42 anos e seu pai octogenário — o maior acionista da empresa do filho e um dos indivíduos mais ricos do mundo — constroem um império que atravessa TV, cinema, notícias e redes sociais. Depois de adquirir a Paramount por US$ 8 bilhões no verão, e com ela a rede de transmissão CBS, ele finalizou um acordo de US$ 150 milhões pelo veículo online reacionário The Free Press em outubro e instalou sua CEO, a comentarista sionista Bari Weiss, como editora-chefe da CBS News. Ellison foi atraído por Weiss em parte por sua “posição pró-Israel”, segundo o Financial Times.
Sob Ellison, a Paramount Skydance (como agora é chamada) também tem se manifestado contra qualquer boicote a filmes e cineastas israelenses: em resposta à promessa de setembro, assinada por celebridades como Emma Stone e Javier Bardem, a Paramount foi a única entre os grandes estúdios na época a condenar publicamente o esforço como “silenciar artistas criativos individuais com base em sua nacionalidade”. (Um mês depois, após um grupo chamado UK Lawyers for Israel emitir um alerta jurídico, a Warner Bros. Discovery declarou que “um boicote a instituições cinematográficas israelenses viola nossas políticas” sobre discriminação.) Ao mesmo tempo, segundo reportagem da Variety, a liderança da Paramount colocou na lista negra artistas individuais considerados “abertamente antissemitas”.
Se, como sugeriu Bender, o apoio de David Ellison a um trabalho de hasbara é “raro” na Hollywood atual, os Ellison alinhados a Trump parecem prestes a expandir seu império midiático nas próximas semanas. A Paramount Skydance é supostamente a favorita do governo Trump no leilão da Warner Bros. Discovery — um conglomerado muito maior que inclui a rede de notícias CNN e o ativo de TV premium HBO Max, além do estúdio de cinema Warner Bros. E a Oracle de Larry Ellison está entre o grupo de investidores escalado para adquirir as operações americanas da plataforma chinesa de mídia social TikTok, em um acordo abençoado pela Casa Branca.
- N.T: Na semana passada, a Netflix venceu o leilão da Warner com uma oferta de 72 bilhões de dólares. Contudo, especula-se que a aquisição enfrentará problemas na justiça dos EUA, com preocupações de violação da lei antitruste. Sabendo disso, ontem (08) a Paramount apresentou uma oferta de 108 bilhões pela Warner.
Caso esses acordos avancem, o resultado será um grau de controle midiático por uma única família sem paralelo na história moderna dos EUA, e potencialmente uma oportunidade singular para defensores de Israel alcançarem um amplo público americano. Nas palavras de um anúncio publicitário de “Red Alert” na emissora israelense Keshet 12, depois que o serviço de streaming Paramount+ adquiriu os direitos mundiais da série: “Dezenas de milhões de pessoas ao redor do mundo finalmente vão ver nossa história”.
A “arma mais importante” de Israel
É o acordo do TikTok em particular que analistas dizem que pode mudar de forma marcante as informações que milhões de americanos recebem sobre Israel. Após dois anos de genocídio transmitido ao vivo — incluindo inúmeros vídeos no TikTok postados por soldados das FDI — as visões políticas de uma geração de jovens “foram moldadas pelo que eles viram” online, explicou Lara Friedman, presidente da Foundation for Middle East Peace, com sede em Washington, D.C.
“Você tem o TikTok esmagando o cérebro dos nossos jovens o dia inteiro com vídeos de carnificina em Gaza”, disse Sarah Hurwitz, ex-redatora de discursos do presidente Obama, em uma conferência da Jewish Federations of North America (JFNA) em novembro. Hurwitz lamentou que, quando tenta persuadir jovens judeus de suas crenças pró-Israel, “eles estão apenas vendo, em suas mentes, carnificina, e eu pareço obscena”. E em uma conferência nesta semana organizada pelo jornal israelense de direita Israel Hayom, Hillary Clinton chamou de “um problema sério” o fato de que jovens estivessem aprendendo sobre 7 de outubro e o que veio depois “nas redes sociais, particularmente no TikTok”.
Diante das evidências de genocídio, apologistas sionistas “não conseguem justificar isso”, disse Friedman ao +972. “Então, o que eles vão fazer agora é tomar o controle dos meios pelos quais essa informação é disseminada.” Reunindo-se com influenciadores de mídia social em Nova York em setembro, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu disse que as “armas” mais importantes de Israel estavam “nas redes sociais”, e descreveu o acordo do TikTok, com seus 170 milhões de usuários americanos, como “a compra mais importante que está acontecendo agora”.
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Além de adquirir uma participação na operação americana do aplicativo, espera-se que a Oracle administre a segurança de dados da plataforma e supervisione mudanças e atualizações no algoritmo. Muito provavelmente, Larry Ellison e seus co-investidores bilionários enfrentarão pressão imediata de grupos sionistas como a JFNA, cujo CEO recentemente descreveu o TikTok como “o maior e pior infrator” na “disseminação de ódio e antissemitismo online”, e disse que “o acordo articulado pelo presidente Trump nos apresenta um momento de grande esperança”.
Ainda assim, Ellison provavelmente não precisará de muita persuasão para alinhar-se a prioridades favoráveis a Israel. Grande doador republicano e aliado político do presidente Trump, o cofundador da Oracle também é um grande apoiador de causas israelenses, tendo doado US$ 16,6 milhões ao Friends of the IDF em 2017, então o maior presente na história da organização. Em 2021, a então CEO da Oracle, Safra Catz, disse ao veículo israelense Calcalist que o “compromisso da empresa com Israel é incomparável”. Se funcionários da Oracle “não concordam com nossa missão de apoiar o Estado de Israel”, afirmou ela, “então talvez não sejamos a empresa certa para eles”. Nesse mesmo ano, Netanyahu, então líder da oposição em Israel, passou férias na ilha particular de Ellison no Havaí.
O bilionário também mantém uma relação próxima com o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, tendo investido pelo menos US$ 130 milhões no Tony Blair Institute for Global Change — que, por sua vez, promoveu os serviços da Oracle pelo Sul Global. Blair foi nomeado como uma das lideranças da autoridade de transição de Gaza no plano de cessar-fogo de Trump aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU em novembro.
Ao prever como o novo TikTok pode operar, defensores da liberdade de expressão apontam para a aparente supressão por Elon Musk de seus críticos e outras contas desfavorecidas no X, e o consequente florescimento de vozes de extrema direita ali. A política oficial do X é “Liberdade de discurso, não liberdade de alcance”, o que, segundo defensores, dá a Musk margem para censurar efetivamente conteúdo considerado inadequado, tornando-o mais difícil de encontrar.
A jornalista de tecnologia Taylor Lorenz escreveu recentemente que os novos donos do TikTok “inegavelmente vão usar a plataforma para impulsionar mensagens pró-MAGA”. Israel, também, provavelmente será um grande alvo de censura e controle, disse Lorenz ao +972. “Você não vai ouvir palestinos”, disse ela. “Você só vai ser exposto a cada vez mais propaganda. Vai ficar cada vez mais difícil encontrar informação precisa.”
O provável domínio dos Ellison sobre uma ampla faixa da mídia dos EUA, argumentou Lorenz, não tem equivalente no país. “Os paralelos que vêm à mente são lugares como Rússia ou China ou Índia — lugares onde não existe imprensa livre, não existe liberdade de expressão, não existe capacidade de dizer a verdade ao poder.”
‘Temos um problema com a Geração Z’
As estratégias usadas pelo governo israelense e seus apoiadores ao longo dos anos para cultivar uma imagem positiva na mídia tradicional — incluindo viagens de imprensa pagas e esforços de hasbara para retratar jornalistas de Gaza como operativos encobertos do Hamas — são insuficientes quando se trata do TikTok, que é uma fonte regular de notícias para 43% dos adultos americanos com menos de 30 anos, segundo uma pesquisa recente do Pew. “Você tem uma geração que vai ver uma manchete e, em vez de olhar para essa manchete, vai dizer: ‘Vou procurar o vídeo. Quero ver com meus próprios olhos’”, disse Friedman ao +972. “É muito difícil controlar a narrativa nesse tipo de era, e isso cria um novo imperativo para controlar que informação é capaz de se espalhar.”
Quando o ex-presidente dos EUA Joe Biden assinou uma lei em abril de 2024 para banir o TikTok nos Estados Unidos caso sua empresa-mãe chinesa, ByteDance, não vendesse o aplicativo, a justificativa oficial eram as preocupações dos legisladores com o possível acesso do governo chinês aos dados dos americanos. Mas o apoio à legislação, que tornou necessária a atual aquisição pendente por empresas americanas, também pode ser rastreado à ansiedade sionista sobre a imagem de Israel na plataforma.
Na Conferência de Segurança de Munique, em fevereiro daquele ano, o ex-deputado republicano Mike Gallagher — que apresentou o projeto de lei “venda-ou-banimento” com seu colega democrata Raja Krishnamoorthi em 2022 — afirmou que o projeto estava “morto até 7 de outubro. E as pessoas começaram a ver um monte de conteúdo antissemita na plataforma, e nosso projeto ganhou pernas novamente”.
“Alguns se perguntam por que houve tanto apoio para que fechássemos potencialmente o TikTok ou outras entidades desse tipo”, disse o então senador Mitt Romney em um fórum do McCain Institute no Arizona em maio de 2024, pouco depois da aprovação do projeto. “Se você olhar para as postagens no TikTok e o número de menções a palestinos em relação a outras redes sociais, é esmagadoramente maior entre as transmissões do TikTok.”
A essa altura, grupos judeus americanos, incluindo a Anti-Defamation League (ADL), vinham soando o alarme sobre o TikTok havia meses. Jonathan Greenblatt, CEO da ADL, em uma chamada de Zoom no outono de 2023, foi gravado dizendo: “Nós realmente temos um problema com o TikTok, um problema com a Geração Z. E nossa comunidade precisa… direcionar nossa energia para isso, rápido.” (A ADL confirmou a autenticidade da gravação.)
Em 6 de março de 2024 — um dia antes de o Comitê de Energia e Comércio da Câmara votar unanimemente pelo avanço do projeto do TikTok ao plenário — os líderes da JFNA disseram em uma carta ao comitê: “Nossa comunidade entende que as redes sociais são um grande motor do aumento do antissemitismo, e que o TikTok é de longe o pior infrator.” Referindo-se ao projeto por seu número, a carta dizia: “Um voto pelo HR 7521 é um voto contra o antissemitismo.”
David Ellison rebateu a ideia de que política influencie suas decisões empresariais. “Eu nunca vou estar na posição de fazer declarações políticas. Somos antes de tudo uma empresa de entretenimento”, disse ele em uma conferência da Bloomberg em Los Angeles em outubro, acrescentando que a declaração oficial da Paramount sobre o boicote era “uma declaração de que discriminar com base em de onde alguém é está errado” e que ele a apoiava.
Ao mesmo tempo, Ellison admitiu que o “sistema de valores” do The Free Press “realmente se alinha com o sistema de valores em que acreditamos”. Mais tarde na conversa, ele descreveu o recém-anunciado plano de cessar-fogo em Gaza do presidente Trump — que, segundo o analista palestino Muhammad Shehada, “consolidaria o controle permanente de Israel” sobre a Faixa — como “uma conquista histórica e algo pelo qual todos deveríamos estar felizes”.
Uma mudança de guarda
Proprietários normalmente não exercem controle editorial direto sobre a mídia noticiosa americana, e analistas alertam contra exagerar a influência dos Ellison mesmo enquanto eles buscam ampliar seu alcance da CBS para a CNN. Complicando ainda mais, o último lance da Paramount Skydance pela Warner Bros. Discovery inclui financiamento minoritário dos fundos soberanos da Arábia Saudita, Catar e Abu Dhabi, segundo a Variety — três governos que podem resistir a uma agenda fortemente pró-Israel.
Além disso, a CNN está longe de ser um bastião de política de esquerda. Como disse um funcionário ao The Guardian no início de 2024, a rede a cabo tem um “viés sistêmico e institucional” a favor de Israel. Os apresentadores da CNN Jake Tapper e Dana Bash, por exemplo, frequentemente recorreram a argumentos alinhados a Israel em sua cobertura dos protestos nos campi universitários dos EUA. Ao mesmo tempo, a CNN produziu jornalismo contundente sobre Gaza, incluindo um relatório desta semana detalhando como o exército israelense empurrou cadáveres com tratores para valas não identificadas, em aparente violação do direito internacional.
É esse tipo de cobertura que pode estar em risco, com os Ellison demonstrando disposição para realizar grandes mudanças de pessoal que — como com a promoção de Bari Weiss para comandar a CBS News — poderiam consolidar vieses políticos nas propriedades midiáticas sob seu controle. Em uma rodada de demissões no fim de outubro na CBS News, relatou a Variety, “o machado caiu de forma conspícua sobre aqueles cuja cobertura apresentava uma inclinação anti-Israel”. Entre os demitidos estava a experiente correspondente internacional Debora Patta, que havia relatado vividamente sobre as mortes em Gaza e, segundo o New York Post, havia assinado recentemente um novo contrato de três anos.
O trabalho de Patta havia sido atacado em agosto pelo embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, que, ao afirmar que uma entrevista em vídeo que concedera a ela havia sido editada de forma enganosa, ecoou o processo de 2024 movido pelo presidente Trump contra a CBS (protocolado antes de seu retorno à Casa Branca) sobre a edição de uma entrevista no “60 Minutes”; a Paramount, com sua aquisição pela Skydance sob revisão federal, encerrou o processo por US$ 16 milhões. A própria Weiss teria acrescentado o nome de Patta à lista de demissões, enquanto salvava o emprego de um correspondente baseado em Roma que professava visões pró-Israel e pediu para ser designado para cobrir Gaza.
Quaisquer que sejam as intenções dos Ellison, seus movimentos estão sendo recebidos como evidência de uma nova abordagem favorável tanto a Israel quanto a Trump. “Eles deixaram os sionistas entrarem em Hollywood esta noite”, disse Eve Barlow, uma personalidade e escritora pró-Israel nas redes sociais, no Instagram após participar da estreia em Los Angeles de “Red Alert” no lote da Paramount.
Em uma entrevista ao “60 Minutes” em 31 de outubro, dois dias após as demissões na CBS, Trump elogiou Weiss como “uma grande nova líder”. Lembrando ao entrevistador, Norah O’Donnell, que o “’60 Minutes’ foi forçado a me pagar muito dinheiro”, Trump disse que a “nova propriedade” da CBS foi “a melhor coisa que aconteceu em muito tempo para uma imprensa livre, aberta e boa”. E Larry Ellison teria discutido, em uma conversa recente com um alto funcionário da Casa Branca, demitir apresentadores da CNN de quem Trump não gosta.
“Sem restrições”: dentro do acordo de “israel” com Google e Amazon
Na mesma semana da entrevista de Trump ao “60 Minutes”, David Ellison socializou com outros figurões de Hollywood em um jantar em homenagem ao CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, o executivo que ele pode em breve destronar. O evento glamoroso no Beverly Wilshire Hotel foi organizado pelo Simon Wiesenthal Center, que, por meio de sua divisão de cinema, co-produziu “One Day in October”, um drama antológico sobre 7 de outubro que estreou nos EUA no HBO Max de Zaslav. Como “Red Alert”, observou um crítico, “One Day in October” omite a opressão de Israel contra os palestinos para “focar quase inteiramente nos sobreviventes do ataque” e, ao fazê-lo, sugerir que “força esmagadora é uma resposta justificada”.
Com a Warner Bros. Discovery em disputa, o gala para Zaslav teve tons de despedida. Ao apresentar ao chefe do estúdio um prêmio por sua filantropia e esforços para combater o antissemitismo, Steven Spielberg disse que Zaslav “compartilha uma certa ética com os magnatas que construíram Hollywood”. Em seu próprio discurso, Zaslav compartilhou um insight de sua experiência como proprietário de uma rede de transmissão na Polônia e resistindo a tentativas de censura lá: “Quando o governo controla as notícias, isso é o fim da democracia.”
O +972 entrou em contato com porta-vozes da Paramount e da Oracle para comentar; suas respostas serão adicionadas se forem recebidas.
* Will Alden é um escritor que vive em Los Angeles. Seus trabalhos foram publicados em veículos como Jewish Currents, The Nation, The New York Times, BuzzFeed News, entre outros. Ele recebeu o prêmio Larry Birger para Jovens Jornalistas de Negócios e foi finalista do Nonprofit News Awards. Reportagem publicada no +972 Magazine em 04/12/2025.
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