Fepal pede prisão de criminosos de guerra “israelenses” de férias em Florianópolis
Grupo de militares postou vídeo brindando pela morte de "todos os árabes"
Vídeo gravado pelos soldados no momento do brinde pela morte "de todos os árabes"
Um grupo de soldados “israelenses”, que estão de férias no Brasil, foi flagrado em um vídeo fazendo um brinde chocante durante uma celebração em um restaurante em Florianópolis, Santa Catarina. No vídeo, divulgado pela militar sionista Shaked Pinchas, cabo das Forças Armadas de “israel” (IDF), um dos soldados, identificado como Liron Shvartzman, propõe um brinde dizendo: “amém a isso, e também, que todos os árabes morram”. A cena gerou revolta e foi amplamente criticada.
O presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), Ualid Rabah, pediu publicamente ao ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e ao diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que prendam os soldados e os proíbam de fugir do Brasil. “Precisamos que as autoridades brasileiras ajam com o máximo de rigor, prendendo esses criminosos de guerra e de lesa humanidade”, disse. “Além de racismo declarado, afrontando a legislação brasileira, tratou-se de incitação ao extermínio, incitação ao genocídio contra todos os árabes, tal qual ‘israel’ promove há muitos meses ininterruptos em Gaza”, completou.
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Pinchas, que aparentemente gravou o vídeo, compartilhou o conteúdo em suas redes sociais, mas, após a viralização, tanto ela quanto Shvartzman bloquearam o acesso aos seus perfis. A Fepal destacou que o casal estava em Morro de São Paulo, na Bahia, antes do episódio. O Ministério Público da Bahia e a Polícia Federal foram acionados.
A Bahia foi o mesmo destino onde outro soldado “israelense”, Yuval Vagdani, foi denunciado à Justiça brasileira por suspeita de crimes de guerra em Gaza. Ele também descansava tranquilamente no Brasil após participar de operações durante o genocídio em Gaza, e conseguiu fugir do Brasil graças ao trabalho do regime “israelense” e de seus agentes no Brasil.
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Yuval também fugiu “devido à leniência das autoridades brasileiras, devido à ação ilegal das autoridades ‘israelenses’ por meio do seu governo, por meio da sua embaixada no Brasil e, claro, por meio das organizações sionistas no Brasil, que agem ao arrepio da lei e contra os interesses nacionais brasileiros”, afirmou ainda Ualid. “Não podemos permitir que isso aconteça novamente.”
Além disso, a Fepal mencionou que Pinchas e Shvartzman estiveram em Amsterdã em novembro de 2024, durante um jogo entre Ajax e Maccabi Tel Aviv, onde hooligans “israelenses” realizaram ataques com cantos racistas contra palestinos.
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