Fundada por Hitler, Volkswagen vai produzir peças para a máquina genocida de “israel”
Montadora participou do holocausto euro-judeu e agora quer participar do Holocausto Palestino cometido pelo "estado judeu"
Hitler entrando em seu carro Volkswagen (à esquerda); Netanyahu, sucessor de Hitler, entrando em seu veículo (à direita)
A Volkswagen está considerando planos para converter uma de suas fábricas de automóveis na Alemanha em um centro de produção para sistemas de defesa antimísseis de “israel”, segundo uma reportagem do Financial Times.
A montadora manteve conversas com uma das principais empresas de armamento israelenses, a Rafael Advanced Defense Systems, sobre a reutilização de sua fábrica em Osnabrück, passando da produção de veículos para a fabricação de componentes do sistema Domo de Ferro.
A medida evidencia a crescente pressão sobre o setor automotivo alemão, que enfrenta dificuldades para competir com fabricantes chineses de veículos elétricos.
Também carrega uma ressonância histórica: durante a Segunda Guerra Mundial, a Volkswagen interrompeu a produção de automóveis e passou a fabricar armamentos para a Alemanha nazista.
A proposta aponta para uma mudança mais ampla, à medida que partes da indústria alemã se aproximam da produção de defesa com apoio de Berlim.
Segundo o plano, a fábrica produziria componentes-chave do Domo de Ferro, incluindo plataformas de lançamento, unidades de energia e veículos pesados usados para transportar sistemas de mísseis. A produção poderia começar dentro de 12 a 18 meses, com investimento novo limitado.
A Alemanha aumentou os gastos militares e aprofundou os laços de defesa com “israel”, consolidando seu papel como um de seus mais fortes apoiadores europeus.
Os números do apoio da Alemanha ao genocídio em Gaza, apesar do repúdio do seu próprio povo
Em dezembro, Berlim aprovou um acordo de US$ 3,1 bilhões para adquirir o sistema de defesa antimísseis israelense Arrow 3, após um acordo de US$ 3,5 bilhões dois anos antes. Juntos, os contratos marcam a maior venda de armas da história de “israel”, somando mais de US$ 6,6 bilhões.
Os acordos fortalecem a máquina de guerra israelense em um momento em que o regime enfrenta crescente isolamento internacional devido ao genocídio em Gaza e as agressões ao Irã e ao Líbano.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant são procurados pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
A Alemanha fornece cerca de 30% das armas importadas por “israel”, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que respondem por quase 60%.
Do extermínio de judeus ao extermínio de palestinos pelo “Estado judeu”
O provável acordo entre Volkswagen e a indústria genocida israelense está carregado de simbolismo. A Volkswagen, uma empresa efetivamente fundada por Adolf Hitler e que produziu peças com o uso de trabalho forçado para os mísseis de cruzeiro V-1 utilizados pela Wehrmacht durante a Segunda Guerra Mundial, pode em breve estar fabricando componentes para um sistema militar responsável pelo Holocausto Palestino.
A Volkswagen foi diretamente vinculada ao regime nazista desde sua origem, tendo sido criada em 1937 por iniciativa do Estado alemão sob liderança de Adolf Hitler, como parte de um projeto político-industrial do Terceiro Reich. A empresa não era apenas uma corporação privada alinhada ao regime, mas um instrumento da política econômica nazista, subordinada à Frente Alemã do Trabalho, organização controlada pelo Partido Nazista.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a Volkswagen integrou-se plenamente à economia de guerra alemã. A produção civil foi abandonada e a empresa passou a fabricar equipamentos militares, incluindo veículos e componentes para o exército nazista. Esse redirecionamento industrial estava inserido no esforço mais amplo do regime de mobilizar todos os recursos econômicos para a guerra e para a expansão territorial.
Um dos aspectos mais documentados desse envolvimento foi o uso massivo de trabalho forçado, incluindo prisioneiros de guerra, civis de territórios ocupados e detentos de campos de concentração — muitos deles judeus. Em 1944, a maioria da força de trabalho da Volkswagen era composta por trabalhadores forçados: cerca de 11 mil de um total de 17 mil empregados. Estima-se que aproximadamente 5 mil prisioneiros de campos de concentração tenham sido utilizados diretamente pela empresa.
Esse sistema estava inserido em uma política mais ampla do regime nazista, na qual judeus foram alvo prioritário de exploração extrema, desumanização e extermínio. Embora não haja evidência de que a Volkswagen tenha participado diretamente da execução física de judeus — função centralizada no aparato estatal nazista — sua atuação contribuiu materialmente para o sistema que sustentava o holocausto euro-judeu.
Para salvar os lucros, a aposta na guerra
O Grupo Volkswagen, como toda a indústria automotiva alemã, enfrenta uma situação difícil. Atualmente o segundo maior fabricante de automóveis do mundo (atrás da Toyota), produziu cerca de 9 milhões de carros no ano passado. Entre as marcas que a Volkswagen possui estão Audi, Skoda, Cupra e Seat, além da Porsche e de marcas de luxo como Bentley e Lamborghini. O grupo também atua no setor de veículos pesados, sendo proprietário dos fabricantes de caminhões e ônibus MAN e Scania.
No entanto, no ano passado, o lucro líquido do grupo despencou 44%, para sete bilhões de euros. Não se trata de uma situação desastrosa ao nível de montadoras com prejuízo como Stellantis (Peugeot-Fiat-Chrysler), Ford e Nissan, mas as margens de lucro diminuíram significativamente e os cortes já estão afetando a produção de automóveis na Alemanha.
É muito caro fabricar carros na Alemanha, mas o mercado europeu não está crescendo. Ao mesmo tempo, a Volkswagen enfrenta uma série de problemas em outros mercados: tarifas sobre importações para os Estados Unidos, uma forte queda na demanda pelos modelos do grupo na China e investimentos massivos em carros elétricos e outras tecnologias, como veículos definidos por software (SDV), que não tiveram a demanda esperada. Tudo isso antes mesmo de considerar os impactos que a atual guerra com o Irã pode provocar.
A Volkswagen já anunciou o fechamento de sua fábrica em Dresden, que emprega 35.000 trabalhadores. A unidade menor em Osnabrück, cerca de 100 quilômetros a oeste de Hanover, também estava prestes a se tornar redundante antes do acordo com a Rafael para mudar da produção de automóveis para a fabricação de componentes de sistemas de interceptação.
Para continuar produzindo na Europa, uma das opções da Volkswagen é voltar-se para o mercado de defesa, e as negociações com a Rafael fazem parte dessa mudança. A Volkswagen apresentou recentemente dois veículos militares: uma picape baseada na Volkswagen Amarok, chamada MV1, e uma van baseada na Volkswagen Crafter, denominada MV2.
Esses são veículos demonstrativos, uma espécie de prova de conceito, que ainda não estão em produção. Na verdade, nem sequer foram apresentados sob o nome Volkswagen, mas sob uma nova marca chamada D.E.S Defense. A “militarização” dos veículos e sua adaptação para missões de combate foram realizadas por trabalhadores da fábrica de Osnabrück — a mesma que deverá produzir componentes de mísseis do Domo de Ferro. Segundo vários relatos, a fabricante alemã Rheinmetall também demonstrou interesse em adquirir a unidade de Osnabrück.
A Volkswagen não é a única montadora a descobrir o potencial da produção de armas e sistemas de defesa. Em janeiro, a montadora francesa Renault anunciou que produzirá drones ofensivos para o exército francês.
A demanda por armas e equipamentos militares está aumentando na Europa devido à necessidade do imperialismo europeu atacar a Rússia, e as montadoras — experientes em produção em massa, logística e controle de qualidade — estão bem posicionadas para fabricar outros produtos, como mísseis ou drones. A crise na indústria automotiva e a queda na produção de carros na Europa tendem a acelerar a conversão de carros familiares modestos para bombas e armamentos.
Nos últimos anos, a fábrica da Volkswagen em Osnabrück especializou-se na produção de conversíveis — o Volkswagen T-Roc Cabriolet e o Porsche 718 Boxster — modelos que representam liberdade e céu aberto.
É difícil ignorar o simbolismo dessa mudança abrupta da fabricação desses carros para a produção de sistemas de interceptação e, possivelmente, até veículos blindados.
* Fepal, com informações do Haaretz e do Middle East Eye.
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