Mais um jovem palestino morre por “execução lenta” em campo de concentração israelense

Escritório de Mídia dos Prisioneiros atribuiu a morte de Zaoul à política sistemática de “execução lenta” de "israel" contra detentos palestinos.

16/12/2025

Sakhr Ahmad Khalil Zaoul, 26 anos, morreu em uma prisão israelense. (Foto: via redes sociais)

O detento administrativo Sakhr Ahmad Khalil Zaoul, de 26 anos, da cidade de Husan, a oeste de Belém, morreu enquanto estava sob custódia israelense.

O Escritório de Mídia dos Prisioneiros anunciou a morte de Zaoul no domingo (14), citando confirmação da Autoridade de Assuntos Civis, da Comissão de Assuntos dos Detentos e da Sociedade dos Prisioneiros Palestinos (PPS).

Zaoul estava detido sob prisão administrativa desde 11 de junho na prisão de Ofer. Segundo sua família, ele não sofria de nenhuma doença crônica conhecida. Seu irmão, Khalil Zaoul, também permanece preso em instalações de detenção israelenses.

‘Execução lenta’

O Escritório de Mídia dos Prisioneiros atribuiu a morte de Zaoul à política sistemática de “execução lenta” de “israel” contra detentos palestinos.

Segundo o órgão, os prisioneiros são submetidos a condições severas, privados de necessidades básicas e expostos à tortura, à fome, à negligência médica e a abusos físicos e psicológicos contínuos — fatores que contribuíram para um número crescente de mortes dentro das prisões israelenses.

Responsabilizando plenamente a ocupação pela morte de Zaoul, o escritório pediu uma investigação internacional independente sobre os crimes cometidos dentro das instalações de detenção e sobre o que descreveu como uma política deliberada que leva à morte de detentos.

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O escritório também exigiu o envio imediato de equipes internacionais de monitoramento às prisões israelenses, a divulgação do destino de detentos desaparecidos à força, a devolução dos corpos daqueles que morreram sob custódia e a responsabilização de autoridades israelenses por meio de sanções internacionais efetivas.

A morte de Zaoul ocorre apenas quatro dias após a morte de Abdel Rahman al-Sabateen, um detento de 21 anos da mesma cidade de Husan, em Belém, que morreu na noite da segunda-feira passada no Centro Médico Shaare Tzedek, em “israel”.

Ao menos um prisioneiro morre a cada mês, segundo as entidades, enquanto os corpos de detentos falecidos continuam a ser retidos. Execuções de detentos em campo foram documentadas, reforçando ainda mais a natureza criminosa do sistema israelense.

Segundo instituições de prisioneiros, este é o período mais letal da história do Movimento dos Cativos Palestinos, elevando para 323 o número de mortes confirmadas de detentos sob custódia israelense desde 1967.

Aumento das mortes sob Ben-Gvir

A Comissão de Assuntos dos Detentos e a PPS alertaram que o ritmo de mortes de detentos se acelerou desde que Itamar Ben-Gvir assumiu o cargo de ministro extremista da polícia. Elas observaram que até mesmo fontes israelenses reconheceram um aumento das mortes dentro de prisões e campos de detenção durante seu mandato.

Ben-Gvir tem supervisionado uma forte escalada de medidas punitivas contra detentos palestinos e promovido ativamente legislação que introduz a pena de morte. Organizações de direitos humanos, incluindo algumas sediadas em “israel”, documentaram padrões generalizados de abuso, negligência e maus-tratos sistêmicos em instalações de detenção.

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A Comissão e a PPS afirmaram que as condições dentro das prisões israelenses ultrapassaram qualquer limite legal ou humanitário. Elas acusaram o sistema prisional, as instituições judiciais e as agências de segurança de operarem um aparato pós-guerra projetado para infligir danos físicos e psicológicos contínuos aos detentos.

Relatórios apontam para o uso extensivo de tortura, fome, negligência médica, violência sexual e a instrumentalização de direitos básicos. Doenças infecciosas, incluindo sarna, espalharam-se amplamente, com instituições de prisioneiros alertando que tais surtos estão sendo deliberadamente permitidos como forma de abuso.

Atualmente, mais de 9.300 detentos palestinos estão mantidos em prisões israelenses, além de centenas em campos de detenção militar. Entre eles há mais de 50 mulheres e aproximadamente 350 crianças.

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* Fepal, com Wafa e Palestine Chronicle

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