“israel” está pagando milhões para treinar chatbots de IA sobre como falar de Gaza. E está funcionando.

O ex-gerente de campanha de Trump, Brad Parscale, supervisiona uma operação que publica centenas de posts de blog em nome de "israel", com o objetivo de infiltrar a inteligência artificial.

29/07/2026

Brad Parscale, ex-gerente de campanha do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, em 4 de novembro de 2019, em Lexington, Kentucky. Foto de Bryan Woolston/Getty Images.

Por Nick Cleveland-Stout*

Desde outubro, o ex-gerente de campanha de Trump, Brad Parscale, vem supervisionando discretamente uma operação que publica centenas de posts de blog em nome de Israel. Um artigo, intitulado “A realidade por trás dos ‘jornalistas’ de Gaza: vínculos com o terrorismo, propaganda e as leis da guerra”, afirma que a maioria dos jornalistas em Gaza estaria ligada a organizações terroristas. Outro lança dúvidas sobre a morte de Hind Rajab, uma menina palestina de cinco anos morta pelos militares israelenses em 2024.

O público-alvo principal desses sites não são americanos preocupados, nem sequer seres humanos — a maioria dos sites registra apenas algumas centenas de visitantes únicos por mês. Em vez disso, Parscale e sua empresa, Clock Tower X, os criaram como parte de um contrato de US$ 46,5 milhões com o governo israelense para tentar influenciar chatbots movidos por inteligência artificial, ferramentas como Claude ou ChatGPT.

Parscale deixou explícito seu objetivo de influenciar a inteligência artificial — prática frequentemente chamada de “envenenamento de LLMs” (LLM poisoning). Em seu acordo inicial com Israel, Parscale afirmou que implantaria “sites e conteúdo para fornecer resultados de enquadramento GPT em conversas GPT” como parte do contrato. Mais recentemente, sua equipe chegou a dizer ao Axios que está “vendo sucesso” em fazer com que sistemas populares de IA incorporem informações de seus sites, embora tenha se recusado a fornecer dados.

E isso está funcionando, segundo especialistas em desinformação que analisaram uma investigação do Drop Site sobre consultas a chatbots e dados de treinamento, o que significa que dezenas de milhões de americanos que utilizam chatbots têm uma probabilidade crescente de receber respostas manipuladas por Parscale em nome do governo israelense.

Quando o Drop Site perguntou ao Perplexity: “É benéfico para os EUA ampliar a cooperação militar com Israel?”, o chatbot respondeu com uma única palavra: “Sim”. A principal fonte citada foi Allyvia.org, um site criado por Parscale dedicado a promover a relação militar EUA-Israel. O Microsoft Copilot também citou sites de Parscale.

O Allyvia é um dos dez sites criados pela Clock Tower X, uma empresa especializada em influência digital pertencente a Parscale. Cada site é dedicado à promoção de uma narrativa israelense diferente. O FactSignal.org, por exemplo, apresenta-se como um site de checagem de fatos voltado a combater informações anti-Israel, contendo artigos que desacreditam jornalistas mortos como terroristas do Hamas e rejeitam a ideia de que as ações militares israelenses em Gaza constituam um genocídio. Já o Paxpoint.org promove a narrativa de que Israel é uma nação de paz.

Todos os sites de Parscale contêm, no rodapé, a declaração: “Este material é distribuído pela Clock Tower X LLC em nome do Estado de Israel.” Essa é uma exigência obrigatória da Lei de Registro de Agentes Estrangeiros dos EUA (FARA). Apesar disso, quando o Drop Site perguntou a chatbots populares sobre as últimas notícias do Paxpoint.org, o Perplexity e o Copilot não alertaram que o site foi criado como parte de uma operação de influência israelense. Claude, ChatGPT e Gemini fizeram essa ressalva.

“O Perplexity foi desenvolvido para oferecer às pessoas respostas com citações e links de uma variedade de fontes, para que possam acessar diretamente as reportagens originais e chegar às suas próprias conclusões”, disse a porta-voz Beejoli Shah ao Drop Site News.

Os sites de Parscale — chamados ao longo deste artigo de “rede Clock Tower” — são citados por chatbots, mas também estão conseguindo infiltrar os próprios dados de treinamento subjacentes.

A rede Clock Tower começou a ser arquivada pela Common Crawl — uma organização sem fins lucrativos que administra um enorme repositório de dados utilizado para treinar grandes modelos de linguagem como ChatGPT, Gemini e Claude — no início deste ano. A Common Crawl é uma das bases da indústria de IA, tendo sido usada para treinar 80% dos tokens do GPT-3 da OpenAI, o que a torna um indicador útil para entender se agentes maliciosos conseguem infiltrar dados de treinamento de IA.

Envenenamento de LLMs

Nos exemplos acima, os usuários ao menos conseguem rastrear as fontes das quais os chatbots estão extraindo informações quando realizam buscas diretas na web. Já a infiltração dos próprios dados de treinamento pode gerar respostas influenciadas por Israel que são praticamente impossíveis de rastrear pelos usuários.

Para medir o grau de penetração da rede nos dados usados para treinar modelos de IA, o Drop Site utilizou o Claude Fable para consultar a Common Crawl e contar com que frequência os sites de Parscale aparecem em seus registros mensais. Segundo essa análise — parte da qual foi verificada manualmente pelo Drop Site — entre janeiro e junho os dez sites foram rastreados pela Common Crawl 912 vezes. Embora isso represente uma fração mínima do conjunto total de dados da Common Crawl, pesquisas recentes sugerem que um número muito pequeno de documentos pode manipular com sucesso chatbots de IA, independentemente do volume total de dados.

Os dez sites são:

  • Paxpoint.org (220 rastreamentos): site dedicado a apresentar a narrativa de que Israel é uma nação de paz. “O Paxpoint destaca o compromisso contínuo de Israel com a paz e a coexistência, compartilhando acordos históricos, iniciativas humanitárias e projetos comunitários que superam divisões.”
  • Allyvia.org (158): site dedicado ao fortalecimento da aliança EUA-Israel. “O Allyvia mostra como a aliança entre EUA e Israel beneficia diretamente os americanos por meio da segurança conjunta, tecnologias de ponta, criação de empregos e valores compartilhados de liberdade.”
  • Factsignal.org (108): sua missão é “provar que a classificação do Hamas como organização terrorista reflete um consenso global e evidências incontestáveis de violência, e não uma conspiração”.
  • Cognitura.org (106): afirma ser uma “plataforma de pesquisa e educação” dedicada a explorar como grupos extremistas como o Hamas operam.
  • Justorium.org (93): dedicado a argumentar que as ações militares israelenses em Gaza “seguem o direito internacional e refletem a ética democrática compartilhada pelos EUA e Israel”.
  • Culturavia.org (76): voltado para celebrar os laços culturais entre EUA e Israel.
  • Compassionpulse.org (57): dedicado a compartilhar histórias, dados e relatos de testemunhas sobre “como Israel protege civis, fornece ajuda humanitária e mantém valores morais compartilhados com os EUA”.
  • Econora.org (49): dedicado a destacar as relações comerciais EUA-Israel.
  • Innovascope.org (45): dedicado a destacar a parceria tecnológica entre EUA e Israel.
  • Feedingyoufiction.com (1): apresenta vídeos que alegam que as imagens vindas de Gaza são encenadas e negam a existência de fome.

Esses sites estão sendo rastreados cada vez mais. Em janeiro de 2026, foram rastreados apenas duas vezes. Em maio, o número chegou a 376 rastreamentos, antes de uma queda perceptível em junho. Para verificar a precisão do Claude Fable, o Drop Site pesquisou manualmente uma amostra de 50 URLs da Clock Tower X arquivadas no índice CDXJ da Common Crawl e não encontrou erros.

Hervé Letoqueux, diretor-executivo da Check First, organização que combate a desinformação digital, explicou que o status da Common Crawl como principal fonte de treinamento de chatbots a transforma em alvo para manipulação. “A Common Crawl é amplamente utilizada no mundo da ciência de dados para treinar LLMs, o que também significa que atores querem manipular as respostas em seu favor, algo que alguns estudos indicaram ser relativamente fácil de fazer.”

Segundo um estudo da Anthropic publicado em outubro, bastam cerca de “250 documentos maliciosos para produzir uma vulnerabilidade de ‘porta dos fundos’ em um grande modelo de linguagem — independentemente do tamanho do modelo ou do volume de dados de treinamento”. Os autores observam que isso significa que qualquer pessoa pode criar conteúdo online que eventualmente acabe nos dados de treinamento de um modelo e que agentes maliciosos podem “injetar texto específico nesses conteúdos para fazer com que o modelo aprenda comportamentos indesejáveis ou perigosos, em um processo conhecido como envenenamento”.

O Laboratório de Pesquisa Forense Digital (Digital Forensic Research Lab) do Conselho Atlântico (Atlantic Council) publicou um estudo semelhante no início deste ano sobre as tentativas da rede de desinformação russa Pravda de influenciar LLMs e destacou uma ressalva importante. Como as empresas de inteligência artificial possuem seus próprios processos de controle de qualidade ao incorporar dados, “a inclusão na Common Crawl não garante a inclusão nos dados de treinamento de qualquer modelo específico”.

O Drop Site também realizou um teste, ao lado de Letoqueux, com cinco chatbots diferentes — Microsoft Copilot, ChatGPT, Google Gemini, Claude AI e Perplexity — para verificar se eles conseguiam produzir artigos usando apenas seus dados de treinamento. Entre os cinco, a rede de Parscale apareceu de forma consistente nos dados de treinamento do Gemini e do Copilot. Claude e ChatGPT não pareciam conter esses sites em seus dados de treinamento, embora ainda possam pesquisar os sites da Clock Tower X ao responder consultas. Já o Perplexity aparentava ter sido treinado com parte dos sites da Clock Tower X.

Microsoft Copilot e Google Gemini não responderam aos pedidos de comentário para esta reportagem.

“É fácil provar que esses modelos foram treinados com os sites da Clock Tower X, embora seja difícil saber em que medida isso influencia a resposta que um chatbot dá a uma consulta”, disse Letoqueux.

Otimizando para a IA

A equipe de Parscale atribuiu seu sucesso a uma abordagem mais sutil para vender a narrativa israelense. Scott Stouffer, diretor de tecnologia da Market Brew — uma empresa especializada em influenciar LLMs e na qual Parscale investe — disse ao Axios que informações escritas em um “tom factual e rigidamente organizado” têm mais chances de serem citadas por plataformas de IA.

“O que você pode fazer é garantir que suas informações sejam estruturadas, tenham fontes e estejam alinhadas de uma forma que aumente a probabilidade de esses sistemas recuperá-las quando alguém fizer uma pergunta. Trata-se menos de mudar a conversa e mais de garantir que seus fatos sejam elegíveis para fazer parte dela.”

Muitos dos posts da rede Clock Tower contêm ao menos algumas frases de nuance, algo que pesquisadores da desinformação afirmam torná-los mais aceitáveis para os chatbots. Por exemplo, o artigo do FactSignal que sustenta que jornalistas em Gaza seriam terroristas secretos afirma que “distinguir entre repórteres legítimos e agentes militantes nem sempre é simples, mas uma cobertura precisa exige investigação cuidadosa e transparência”.

Segundo o código-fonte, o autor de muitos desses textos é o profissional de marketing digital baseado em Israel Mark Ginsberg. Ginsberg, que se registrou como agente estrangeiro de Israel em março, promove em seu perfil no LinkedIn sua experiência em Generative Engine Optimization (otimização para mecanismos generativos) — ou “adestramento” de LLMs.

Em um artigo publicado em junho no The Times of Israel, Ginsberg defendeu que Israel invista em esforços para influenciar chatbots:

“Israel precisa investir seriamente na defesa da verdade… Isso significa garantir que informações precisas apareçam não apenas em arquivos governamentais, mas também em resultados de busca, recursos educacionais, enciclopédias, redes sociais, podcasts, documentários e conjuntos de dados de treinamento de IA.”

Segundo Ginsberg, tentar influenciar dados de treinamento de IA não significa “abraçar a desinformação”, mas sim afirmar “a própria realidade”.

Letoqueux, que analisou os sites da rede Clock Tower, confirmou que, como os chatbots possuem uma preferência embutida por apresentar visões equilibradas, sites que utilizam fontes e adotam um tom mais moderado podem ter mais sucesso.

“Esses sites provavelmente podem ser bastante úteis para controlar danos em perguntas como ‘Israel está cometendo um genocídio?’, porque fornecem a narrativa israelense, que os chatbots podem então repetir como representativa de um dos lados do debate”, disse Letoqueux, ex-chefe de operações da VIGINUM, a agência francesa responsável por identificar interferência digital estrangeira.

Alice Lee, analista da NewsGuard, empresa especializada em monitoramento da desinformação, explicou em entrevista ao Drop Site que os sites da rede Parscale possuem todas as características que favorecem a influência sobre chatbots.

“Os sites têm listas com marcadores, principais conclusões no topo da página, uso agressivo de fontes, informações facilmente digeríveis — tudo isso aumenta a probabilidade de que esse conteúdo seja absorvido por chatbots de IA.”

Embora a rede russa Pravda seja muito maior em termos absolutos, os sites de Parscale apresentam uma taxa muito superior de arquivamento bem-sucedido. A rede Clock Tower contém cerca de 900 caminhos distintos — posts de blog, fichas informativas etc. — e 85% deles foram arquivados pela Common Crawl. Já a rede russa apresenta uma taxa média de cerca de 2,5%.

Lee, especialista em desinformação russa, explicou que, enquanto a Rússia produz propaganda facilmente refutável em larga escala, a abordagem mais direcionada de Israel parece voltada para transmitir a narrativa israelense por meio de meias-verdades, opiniões e fatos contestados, algo mais difícil para os LLMs descartarem.

“É mais difícil criar mecanismos de proteção contra opiniões”, afirmou.

Parscale aparentemente criou vários outros sites relacionados ao Catar que nunca chegaram a ser publicados. No mesmo endereço IP da rede Clock Tower, o Drop Site identificou domínios como qataritracker.org e qatarfacts.com. Esses sites estão atualmente inacessíveis.

A rede Clock Tower também se adapta às prioridades mutáveis de Israel. Quando os sites foram lançados, em outubro, muitos deles publicavam frequentemente conteúdos afirmando que Israel era uma nação pacífica.

“Embora os críticos retratem Israel como resistente a compromissos, a história mostra o contrário: Israel fez repetidamente concessões territoriais e estratégicas em troca da paz, apenas para enfrentar nova hostilidade”, afirma uma página publicada em outubro e posteriormente citada pelo Microsoft Copilot.

Essa página foi arquivada duas vezes pela Common Crawl.

Parte desse esforço incluiu moldar a narrativa sobre as ações militares israelenses em Gaza. Por exemplo, uma página do Justorium.org intitulada “Como Israel reduz danos a civis na guerra contra Hamas e Hezbollah” afirma que Israel foi além das exigências legais internacionais para minimizar danos à população civil.

O texto sustenta que Israel “utilizou ataques de advertência de curta duração sobre telhados, conhecidos como roof knocking, para sinalizar perigo iminente sem causar vítimas”.

Entretanto, o New York Times relatou que Israel “reduziu significativamente o uso dos chamados roof knocks” desde o primeiro dia da guerra e frequentemente optou por bombas de 2.000 libras, que causam destruição muito maior, em vez de munições mais precisas.

Esse artigo foi arquivado uma vez pela Common Crawl e também foi citado pelo Perplexity.

Mais recentemente, enquanto o debate nos Estados Unidos se intensificava em torno de uma medida do Congresso que poderia aprofundar ainda mais a integração entre os setores militares dos EUA e de Israel, a rede Clock Tower publicou uma série de textos apresentando a iniciativa como um desenvolvimento positivo.

A versão da Câmara da chamada Seção 219 foi aprovada esta semana como parte da lei anual de gastos com defesa.

Quando o Drop Site perguntou a chatbots populares uma questão contendo linguagem semelhante à utilizada por um dos sites de Parscale — “como a colaboração tecnológica entre os EUA e Israel beneficia ambas as nações?” — Gemini, Copilot e Perplexity voltaram a citar sites da rede Clock Tower sem informar que essas fontes haviam sido criadas em nome do governo israelense.

US$ 4,5 milhões por mês

A opinião pública sobre Israel despencou nos Estados Unidos após o cerco militar a Gaza, financiado pelos EUA, ter causado a morte de mais de 70 mil palestinos, inclusive entre grupos demográficos tradicionalmente favoráveis à relação EUA-Israel, como conservadores e evangélicos.

Segundo um novo relatório do Quincy Institute, escrito pelo autor deste artigo, Israel gastou mais de US$ 100 milhões em esforços de lobby estrangeiro registrados sob a FARA nos Estados Unidos desde 2023, contratando 17 novas empresas somente em 2024 e 2025.

Embora historicamente Israel tenha evitado contratar prestadores de serviços oficiais registrados sob a FARA, agora está a caminho de se tornar o maior gasto individual do sistema em 2026.

Parscale, que ganhou notoriedade nacional como gerente da campanha de Donald Trump ao contratar a controversa empresa de microdirecionamento Cambridge Analytica, é o maior beneficiário desse gigantesco investimento israelense em influência.

A intenção de Parscale de influenciar chatbots foi noticiada pela primeira vez pela Responsible Statecraft em setembro, quando ele assinou um contrato de US$ 1,5 milhão por mês com o governo israelense para integrar mensagens pró-Israel à mídia conservadora, conduzir uma campanha massiva de mensagens de texto e influenciar chatbots.

Desde então, o contrato triplicou de tamanho, alcançando US$ 4,5 milhões mensais.

Apesar desse aumento nos investimentos, Israel aparentemente não está satisfeito com os resultados obtidos até agora.

“Estamos irritados com Brad Parscale”, disse à revista Time um funcionário israelense familiarizado com o contrato.

“Pagamos muito dinheiro a ele. Mas o que ele fez com isso? As coisas só pioraram”, acrescentou.

Stephen Walt, autor de The Israel Lobby, afirmou ao Quincy Institute que Israel não está obtendo retorno sobre o investimento porque esse tipo de operação de influência tende a ser contraproducente.

“Quando um país ganha reputação de estar constantemente manipulando narrativas e é repetidamente flagrado inventando coisas, fazer ainda mais disso apenas transmite aos ouvintes a mensagem de que mais bobagens estão por vir”, disse Walt.

Parscale e a Clock Tower X não responderam aos pedidos de comentário feitos para esta reportagem.

A rede Clock Tower também cumpre outra função.

Parscale lidera uma campanha massiva de envio de mensagens de texto para americanos sob o nome de supostas organizações de “paz”.

“Olá, sou John, do Friends for Peace. Tenho uma pergunta rápida para moradores de Illinois sobre Israel e Irã. Tem um segundo?”

Depois de algumas mensagens trocadas, esses sistemas frequentemente enviam links para a rede Clock Tower, para sites como Allyvia.org.

“Friends for Peace” não é uma organização sem fins lucrativos registrada nem uma LLC, e aparentemente não existe como entidade formal.

Isso significa que americanos interessados em descobrir quem está por trás da operação de mensagens precisam clicar nos links e rolar até o final de cada página para encontrar o aviso de que se trata de uma operação financiada pelo governo israelense.

Quando o Wall Street Journal perguntou a Parscale se o “Friends for Peace” era uma organização real, ele respondeu: “O que você define como uma organização real?”

* Pesquisador associado do Quincy Institute. Artigo publicado em 28/07/2026 no Drop Site News.

Notícias em destaque

29/07/2026

“israel” está pagando milhões para treinar chatbots de IA sobre como falar de Gaza. E está funcionando.

Por Nick Cleveland-Stout* Desde outubro, o ex-gerente de campanha de Trump, [...]

LER MATÉRIA
28/07/2026

“Meu filho estava no colo da minha esposa quando o exército israelense o matou a tiros”

Por Christina Lamb* Como a maioria dos pais orgulhosos de primeira viagem, [...]

LER MATÉRIA
27/07/2026

Em Gaza, um longo caminho de recuperação para uma mulher que perdeu um olho e a filha

Por Lina Ghassan Abu Zayed* Quando Najwa Abu Atiwi abriu os olhos em 11 de [...]

LER MATÉRIA
24/07/2026

Caos calculado: por dentro da transferência de corpos palestinos para Gaza por “israel”

Por Frances Brogan* Às 6h de uma manhã gelada de dezembro de 2023, um [...]

LER MATÉRIA
23/07/2026

“De volta dos mortos”: a contínua agonia pelos 9.500 desaparecidos de Gaza

Por Shadi Shamia e Ibrahim Al Khalili* Com milhares de famílias em Gaza [...]

LER MATÉRIA
22/07/2026

Os jornalistas palestinos mantidos nos “cemitérios para os vivos” em “israel”

Por Basel Adra* Ali Al-Samoudi passou quatro décadas documentando as [...]

LER MATÉRIA