“israel” assassina uma criança palestina por semana na Cisjordânia
Segundo dados da ONU, março de 2026 registrou o maior número de palestinos feridos por colonos israelenses em pelo menos duas décadas.
A mãe de Amr Al Najjar, de 11 anos, que foi morto durante uma incursão israelense, chora por seu filho no funeral realizado na vila de Burin, próxima a Nablus, na Cisjordânia. (Foto: AP)
As Nações Unidas condenaram o número crescente de vítimas da agressão israelense e dos ataques de colonos contra crianças na Cisjordânia ocupada, revelando que pelo menos uma criança palestina foi morta, em média, a cada semana desde o início de 2025, sendo as forças israelenses responsáveis por 93% das mortes.
O porta-voz da agência das Nações Unidas para a Infância, James Elder, disse a repórteres que as crianças estão pagando um preço intolerável pela escalada da violência em toda a Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental. Desde que “israel” lançou uma operação militar em larga escala no território no início de 2025, pelo menos uma criança palestina foi morta a cada semana, e outras 850 crianças ficaram feridas.
“A maioria dos mortos ou feridos foi atingida por munição real”, afirmou Elder. Ele enfatizou que a ampliação das operações militares coincidiu com “níveis históricos de ataques de colonos”. Segundo dados da ONU, março de 2026 registrou o maior número de palestinos feridos por colonos israelenses em pelo menos duas décadas.
Crianças baleadas, esfaqueadas, espancadas e atingidas por spray de pimenta
Elder documentou que as crianças afetadas foram baleadas, esfaqueadas, espancadas e atingidas com spray de pimenta. Ele enfatizou que essa violência ocorre em meio ao desmantelamento sistemático das condições de que as crianças necessitam para sobreviver e se desenvolver.
“As casas são demolidas, a educação é destruída, os sistemas de abastecimento de água são atacados, o acesso aos cuidados de saúde é obstruído, a circulação é restringida”, disse.
O número de barreiras e restrições impostas em toda a Cisjordânia também aumentou drasticamente. Crianças palestinas são rotineiramente impedidas de acessar escolas, hospitais e outros serviços essenciais. Elder acrescentou que tudo isso provocou deslocamentos em massa, com mais de 2.500 palestinos, incluindo 1.100 crianças, deslocados apenas nos quatro primeiros meses deste ano.
“Isso supera o total de deslocamentos registrados em 2025”, observou.
Violência de colonos se intensifica
Organizações palestinas e internacionais de direitos humanos têm repetidamente acusado as autoridades israelenses de permitir que a violência dos colonos continue sem responsabilização.
Os incidentes ocorrem em meio à contínua escalada na Cisjordânia ocupada. Segundo dados palestinos, operações militares israelenses e ataques de colonos desde outubro de 2023 mataram pelo menos 1.155 palestinos, feriram aproximadamente outros 11.750 e resultaram na detenção de cerca de 22 mil pessoas.
Os ataques mais recentes também ocorrem após a aprovação, por “israel”, no início deste ano, de um plano para designar áreas adicionais da Cisjordânia ocupada como “propriedade do Estado”, enquanto mais de 700 mil colonos israelenses vivem em assentamentos amplamente considerados ilegais segundo o direito internacional.
* Fepal, com Al Mayadeen.
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